domingo, 15 de maio de 2016

A VERDADE

   Nosso Senhor Jesus Cristo é a Verdade. Quem O segue não anda nas trevas. Por isso Ele é também o Caminho que nos conduz à Vida Eterna e à Luz indefectível da Glória no Céu. Só Nosso Senhor Jesus Cristo tem palavras de Vida Eterna. Não podemos dividir a Jesus Cristo. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. É um Homem-Deus. Não se pode negar nem a Sua Humanidade, nem a Sua Divindade. Se se negar a Sua Humanidade, Ele não seria Nosso Salvador, porque não poderia nem sofrer nem morrer. Se se negar a Sua Divindade, também deixa de ser Jesus, ou seja, Salvador: porque Seus sofrimentos e Sua morte não teriam valor infinito para apagar os pecados do mundo. Ouçamos o Apóstolo do Amor, São João Evangelista: "Caríssimos  não queirais crer em todo o espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, porque muitos falsos profetas vieram para o mundo. Nisto se conhece o espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus; todo o espírito que divide Jesus, não é de Deus, mas é um anticristo, do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo" (1Jo. IV, 1-3). Dos falsos doutores de então uns negavam a divindade, outros a humanidade de Cristo, outros ainda a união das duas naturezas na pessoa do Verbo. Quem divide assim Jesus Cristo, não vem de Deus. E São João na sua 2ª Epístola repete e acrescenta uma gravíssima advertência: "...Muitos sedutores  se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo tenha vindo em carne; estes tais são sedutores, são anticristos. Estai alertas sobre vós, para que não percais o fruto do vosso trabalho, mas recebais uma plena recompensa. Todo o que se aparta e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus consigo; o que permanece na doutrina, este tem consigo o Pai e o Filho. Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis, porque quem o saúda, participa das suas obras más". No fim de sua primeira epístola São João diz: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está sob o maligno. Mas sabemos que veio o Filho de Deus e que nos deu entendimento para que conheçamos o verdadeiro Deus e estejamos no seu verdadeiro Filho. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.
   Com certeza muitos gostariam de saber qual a fonte dos Encontros de Assis: está no Concílio Vaticano II, especialmente nestas palavras da DECLARAÇÃO "NOSTRA AETATE": "Em benefício de todos os homens e em ação conjunta, defendam e ampliem a justiça social, os valores morais, bem como a paz e a liberdade".
   Depois de ter elogiado o Hinduísmo e o Budismo, diz ainda o Concílio Vaticano II: "Quanto aos muçulmanos, a Igreja igualmente os vê com carinho... Não reconhecem a Jesus Cristo como Deus; veneram-no, no entanto, como profeta". Devemos saber, (e é claro que os Padres do Concílio, sabiam-no muito bem!) que Maomé dizia que Jesus era um grande profeta, mas não era Deus e por conseguinte não era o Messias. Jesus, dizia Maomé, era um profeta, mas menor do que ele e aliás seu Precursor. Caríssimos leitores, francamente digo, que desde o tempo de seminário, quando tomei conhecimento desta terrível ofensa feita a Nosso Senhor Jesus Cristo, nunca consegui conciliar estas palavras do Concílio com as palavras de São João acima citadas.  
   Devemos defender a doutrina de Nosso Senhor com todo amor e ardor de nossa alma. Dizia São Pio X que a força dos maus provém da fraqueza dos bons. Certa vez, em Turim, numa reunião de círculos católicos, se discutia por que razão os Partidos comunistas cresciam e progrediam. Depois de muitas opiniões, um senhor, que tinha sido militante comunista e se convertera ao catolicismo, levantou-se para falar, dizendo que sabia perfeitamente e por experiência a causa daquela diferença: "É porque nós comunistas falávamos a mentira, mas com toda a desfaçatez e coragem como se estivéssemos falando a verdade; e os católicos falam a verdade, mas com medo terrível como se estivessem falando a mentira!" É triste, mas é a realidade! A verdade, no entanto, é intolerante. Eis o que escreveu o Revmo. Pe. Fernando Arêas Rifan então simples padre, hoje Bispo e Administrador Apostólico: "Costumam acusar a posição dos católicos ditos tradicionalistas de intolerante e contraditória, pois pleiteiam o direito de professarem suas idéias e não querem reconhecer este direito a outras expressões religiosas. Se numa escola, uma professora ensina que 2+2 são 4, e outra quer ensinar que 2+2 são 5, evidentemente só a primeira tem razão e só ela tem o direito de ensinar. A verdade é intransigente por si mesma. E se um aluno quiser seguir outras opiniões e colocar na prova que 2+2 são 5 levará um zero e ninguém acusará a professora de sectária ou intolerante. A intransigência e a exclusividade fazem parte da verdade. 2+2 são 4 e não 3 ou 5, e nem ao menos 3,9 ou 4,1. São 4 e só! Obviamente intolerante! E por mais que as outras opiniões adquiram adeptos, nem por isso se tornam menos erradas ou adquirem algum direito. A verdade não se faz pelo número de adeptos.
   "Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se ela duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se admite com indiferença que se ponha a seu lado sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa é preciso defendê-la sob pena de ser despojado dela bem cedo" (Cardeal Pio - Sermão na Catedral de Chartres).
   "Podemos e devemos ter caridade e tolerância para com as pessoas, mas devemos ser intolerantes com relação ao erro e ao mal, do mesmo modo que o médico deve ser tolerante com o doente mas intransigente com a doença, sob pena de fracassar.
   Aliás, tratar-nos de intolerantes na defesa da verdade é fazer-nos um elogio. É colocar-nos em companhia dos primeiros cristãos, dos santos mártires, símbolo e modelo da convicta intolerância com relação ao mal.
   Por que os romanos, que eram tolerantes com todas as religiões e colocavam os deuses dos povos conquistados junto com os seus deuses no Panteon, por que razão eles persequiram atrozmente a ferro e fogo os cristãos? Porque estes eram intransigentes e não permitiam que se colocasse Jesus Cristo lado a lado com os deuses falsos. Eles não eram partidários do ecumenismo irenista atual, infelizmente patrocinado até pelas autoridades da Igreja. Deles dizia Tácito: "Não são criminosos, mas são intolerantes, com uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos". A acusação que se fazia contra eles era a sua rigidez exclusiva e o apego absoluto à sua fé.
   Mas foi por isso, por sua firmeza e convicta adesão à verdade, com exclusividade, que eles são santos e colocados pela Igreja infalível como modelos de todos os heróis e cristãos.
   Nosso Senhor deu como característica dos seus verdadeiros discípulos a perseguição que haveriam de sofrer. E esta sempre foi uma das notas identificadoras da verdadeira Igreja de Cristo, desde as catacumbas até hoje". ( Extraído do Livro "QUER AGRADE, QUER DESAGRADE").
 
   Para terminar, meditemos estas palavras de São Paulo na sua 2ª Epístola aos Coríntios, VI, 14-18: "Não vos sujeiteis ao mesmo jugo que os infiéis. Pois, que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que sociedade entre a luz e as trevas? E que concórdia entre Cristo e Belial? Ou que de comum entre o fiel e o infiel? E que relação entre o templo de Deus e os ídolos? Com efeito, vós sois o templo de Deus vivo, como Deus diz: "Eu habitarei neles e andarei entre eles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e não toqueis o que é impuro: e eu vos receberei e serei vosso pai, e vós sereis meus filhos e minhas filhas, diz o Senhor todo poderoso".

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