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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

A CONFISSÃO É REMÉDIO CONTRA O ORGULHO E O DESÂNIMO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Sabemos, caríssimos, como o orgulho, a pusilanimidade e o desespero são funestíssimos na vida espiritual do homem.  Com a graça de Deus, veremos  como a Confissão sacramental é, por sua vez, um excelente remédio para estes males.

O orgulho é a fonte de todos os vícios e de todos os pecados. Cometendo pecado o homem se revolta contra Deus e diz, se não de boca, ao menos pelas suas obras: " Não servirei a Deus!" Como Lúcifer, parece dizer que será igual ao Altíssimo (Cf. Isaías, XIV, 14). E sabemos que o orgulho só se pode curar pela humildade e esta só se pode adquirir pela humilhação. Mas sabemos que o ato mais humilhante para o homem decaído é a acusação franca e completa de suas obras, de suas palavras, de seus pensamentos e de seus desejos culpáveis. Pois bem, a confissão é esta acusação. Portanto, de todos os meios o mais eficaz para quebrar o orgulho, é a confissão. Por isso mesmo Tertuliano chama a confissão "a arte de humilhar o homem". E se o pecado entra na alma pelo orgulho, dela deverá sair pela humildade. Isto é feito sobretudo pelo sacramento da Confissão.

O desânimo é outra fonte de faltas. O infeliz que acaba de pecar sabe que manchou sua alma e que não é mais filho de Deus. Desonrado aos seus próprios olhos, não penetra no seu íntimo sem se envergonhar.  O demônio, que não dorme, para o reter em suas correntes, representa-lhe de modo exagerado a enormidade de sua falta, a vergonha que dela resulta, a dificuldade de receber o perdão, a impossibilidade de readquirir a virtude. Eis, que se torna triste, pesado a si mesmo e aos outros. Cai sobre o infeliz uma espécie de depressão. Logo desanima e novas recaídas se seguem. Judas Iscariotes, vendo que Jesus se deixara prender e fora condenado, se arrependeu e sentiu necessidade de ir até aos Príncipes dos Sacerdotes devolver as 30 moedas. Então disseram-lhe: Agora, arranja-te, que te vire! Ah! se o Iscariotes tivesse se ajoelhado diante de Jesus e pedido perdão! Seria perdoado na hora, e retornar-lhe-ia a paz. Mas como não o fez, e, diante da repulsa dos Sacerdotes da Antiga Lei, se desesperou e suicidou-se.


Quando uma alma cai, é necessário o quanto antes reanimá-la. Ora o meio mais eficaz para isto é justamente a confissão. Na verdade, quando o pecador cai e logo é curado da doença secreta que o consumia, torna-se outro homem. Sente-se renovado e parece que a vida recomeça para ele. Daí resulta uma coragem e um ardor de que não se sentia mais capaz. Romper com um passado infeliz, recomeçar a vida, isto é para ele de uma importância sem par. É o que o salva do desânimo e deste suicídio moral que consiste em não mais lutar contra o mal, e de precipitar-se de olhos fechados no abismo aberto aos seus pés.  Com esta renovação de vida, a alma vê reentrar nela a paz, a serenidade, alegria e a felicidade. O remorso a despedaçava quando estava sob o jugo do pecado; o confessor, que ali está no lugar de Jesus, lhe disse: "Filho, vai em paz, que Deus o abençoe!" A alma não duvida da verdade dessa sentença redentora; sabe que está reconciliada com Deus e tornou a ser sua amiga; esta suave segurança expulsou de sua alma todo o medo e toda a inquietação. Que felicidade para o homem ter a seu lado um tribunal onde sabe, com certeza que pode receber o perdão de suas faltas!  

sábado, 3 de dezembro de 2016

CONFISSÃO, SEGUNDA TÁBUA DEPOIS DO NAUGRÁGIO


Caríssimos, a primeira tábua de salvação é o santo Batismo. Em se tratando do batismo de adultos, como era mais freqüente e comum nos primórdios do Cristianismo, por causa da conversão dos pagãos, o batismo, digo, elimina o pecado original (mas não a concupiscência) e perdoa todos os pecados e penas temporais por eles devidas. Mas o Batismo não se reitera, ou seja, só se recebe uma vez. Assim sendo, se os homens fossem capazes de ter a felicidade de não pecar mais, e, portanto, conservassem a inocência, não seria necessário outro sacramento para perdoar pecados. Mas Deus conhecendo nossa fragilidade e prevendo as nossas quedas, em sua infinita misericórdia, estabeleceu um remédio para fazer reviver os fiéis que recaíssem sob o poder do demônio ao cometer o  pecado. Este remédio é o sacramento da Penitência, que, por isso, mesmo é chamado a segunda tábua de salvação. E, como teremos ensejo de meditar em outras postagens, este sim, pode ser repetido, não só sete vezes como pensava São Pedro, mas setenta vezes sete, isto é, sempre, desde, é claro, que o penitente esteja sempre sinceramente arrependido e faça a confissão com todas as condições requeridas; o que teremos ocasião também de ainda meditarmos.

Quero, caríssimos, lembrar aqui, de passagem apenas, que a Penitência pode ser considerada como VIRTUDE, e como SACRAMENTO. Como virtude moral leva a alma a detestar o pecado, por ser uma ofensa a Deus, e de formar o firme propósito de evitá-lo para o futuro, e de satisfazer à justiça divina. É sobrenatural, interior, universal, isto é, abrangendo todos os pecados mortais, e é máxima, ou seja, por ela detestamos o pecado acima de tudo, pois é o mal absoluto.

A Penitência como Sacramento foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo em forma de julgamento, para perdoar pela absolvição sacramental os pecados cometidos depois do batismo, aos fiéis que os confessarem com verdadeira contrição.

A virtude da penitência é indispensável desde o pecado de Adão e sê-lo-á até o fim do mundo para a reconciliação com Deus. Assim, para obter-se o perdão dos pecados foi e será sempre necessário, e indispensável como meio para a salvação, que se detestem os pecados, que se tenha firme propósito de não mais os cometer e de satisfazer desta forma à divina Justiça ofendida. Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo, nenhum pecador podia obter o perdão senão pela virtude da penitência. Mas, depois que Jesus Cristo elevou a virtude da penitência à dignidade de sacramento, a simples virtude da penitência não basta, como no Antigo Testamento, para perdoar os pecados, mas é necessário, como meio indispensável para a salvação, receber o sacramento, ao menos em desejo, como já foi explicado. Assim, quando sinto verdadeira dor de minhas faltas com a firme vontade de não mais cometê-las para o futuro, e de satisfazer à divina Justiça, tenho a virtude da penitência. Se em seguida, penetrado dos mesmos sentimentos, for confessar ao sacerdote, com sua absolvição, recebo o sacramento da penitência.


Caríssimos, como devemos lamentar a ignorância daqueles que pretendem receber o sacramento da Penitência, sem ter nenhum espírito de penitência!!! Às vezes, talvez mais do que a ignorância, é a tibieza, a rotina, o costume, a formalidade o responsável motivo de confissões nulas. E é bom notar desde já, quando o pessoa tem consciência de que não possui a virtude da penitência, e mesmo assim, mais por que tudo mundo está indo se confessar, e vai também, neste triste caso, a confissão, além de nula, é outrossim sacrílega, porque é um abuso de uma coisa santa qual é o Sacramento. Que Deus nos livre de tal coisa tão grave e tão desastrosa! Amém!