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quinta-feira, 6 de junho de 2019

O CORAÇÃO DE JESUS NA MANEIRA DE PREGAR

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
6º dia de junho

Em primeiro lugar, contemplemos a maneira como Jesus pregava. Do modo mais simples, sem discursos de profana e rebuscada eloquência. Emprega uma linguagem natural, espontânea, ao alcance de todos. Usa de comparações ou parábolas tomadas ora de objetos familiares conhecidos de todos, ora de seres animados ou inanimados da natureza. Emprega "parábolas sublimes na sua simplicidade, que conservam hoje a mesma vitalidade e majestade que quando se pronunciaram", diz um autor. O povo, ou melhor todos os de coração reto, ouviam a Jesus suspensos de seus lábios divinos, e deixava correr as horas sem cuidar de atender à suas necessidades corporais. Ávidos por alimentar suas almas o bom povo acompanhava, às vezes, a Jesus pelo deserto, até por dias, sem se preocupar com o alimento corporal. Isto porque o Divino Mestre ensinava com dignidade e majestade, com uma autoridade que demonstrava tratar-se de alguém superior aos demais mortais. E a simplicidade, a doçura, a mansidão e a humildade de Seu amabilíssimo Coração, atraíam a todos.

Caríssimos,  façamos brotar em nosso coração sentimentos da mais profunda gratidão, por nos ter deixado o precioso tesouro da sua doutrina, que é luz, caminho e guia par nossa inteligência, consolo e esperança para o nosso coração e doçura para os nossos lábios.

Como nós padres devemos nos esmerar não só em pregar o que Jesus pregou, mas também procurar fazê-lo seguindo o exemplo do Divino Mestre! "Quem vos ouve a mim ouve" disse Jesus aos seus ministros e dispensadores de seus mistérios. Sabemos que infelizmente há muitos Judas Iscariotes, mas não podemos por isso, generalizar e cairmos num anti-clericalismo que, na verdade, é uma atitude e pensamento contrários a ordenação que Jesus deu à sua Igreja, que é hierárquica.


Quando Jesus se transfigurou no Monte Tabor, na presença de seus apóstolos prediletos, Pedro, que seria o primeiro chefe visível da Igreja, Tiago, que seria o primeiro apóstolo a dar testemunho de Jesus pelo martírio, João que era o discípulo especialmente amado por Jesus Cristo, uma nuvem luminosa cobriu-os, e de dentro da nuvem  falou o Pai celestial: "Este é meu Filho muito amado, em quem pus as minhas complacências. Ouvi-O". Caríssimos, se o Pai ama a Jesus, não o devemos amar nós? Se Jesus Cristo era digno de todas as Suas complacências, não devemos nós também colocar Nele todas as nossas complacências, todo nosso amor?! E se nos manda que ouçamos o que nos ensina, não o devemos ouvir? Na verdade, Jesus já subiu para os céus e assim não podemos ouvi-Lo diretamente,   dita esta que teve o povo da Palestina há 20 séculos. Mas Jesus disse claramente, dirigindo-se aos seus apóstolos e, na pessoa deles, aos seus sucessores: "Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza a mim despreza". Amém!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

JUNHO: Mês do Sagrado Coração de Jesus


 O Sagrado Coração de Jesus é a fornalha ardente de caridade. Nosso Senhor disse a Santa Margarida Maria Alacoque: "Eis o Coração que tanto amou aos homens". 

   Dentre todas as faculdades nobres do corpo humano, a mais nobre é o coração, colocado no centro do corpo qual rei no centro de seus domínios. Cercam-no os membros mais importantes, como seus ministros e oficiais, movimentados por ele que, fornecendo-lhes o calor vital de que é reservatório, lhes comunica atividade.

   O coração é a fonte da qual emana com impetuosidade o sangue que se difunde por todas as partes do organismo, regando-o e temperando-lhe o calor. E o sangue, depois de atingir as extremidades do organismo, volta debilitado ao coração para nele se revigorar e readquirir novas forças de vida.

   Tudo isto que se diz do coração humano em geral, é verdadeiro também no Coração adorável de Jesus Cristo. É a parte mais nobre do Corpo do Homem-Deus, unido hipostaticamente ao Verbo e merecendo assim o culto supremo de adoração devido unicamente a Deus.

   É de suma importância não separar, em nossa veneração, o Coração de Jesus da divindade do Homem-Deus, à qual está unido por laços indissolúveis. O culto que rendemos ao seu Coração não se dirige somente a ele mas atinge a adorável Pessoa que o possui e a que ele se uniu para sempre. 

   Temos as imagens pintadas ou esculpidas do Sagrado Coração de Jesus, As imagens ajudam a nossa piedade e o culto que lhes prestamos de mera veneração, é porque representam o Coração de Jesus. O culto relativo não pára na imagem, mas, através dela, vamos à realidade que ela representa. 

   E, em se tratando do Sagrado Coração de Jesus, pode alguém perguntar: mas existe o coração real de Jesus? Claro que sim. Jesus ressuscitado subiu aos Céus e está à direita de seu Eterno Pai, e portanto, lá está o seu Sagrado Coração. Jesus na sua bondade infinita, quis ficar conosco, não nos deixou órfãos: Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado está no meio de nós na Santíssima Eucaristia. É o Coração Eucarístico de Jesus. E aqui não temos uma simples imagem representativa, temos (a modo de substância, como  explica a Teologia) a própria realidade, Jesus como Deus e como Homem. Logo, temos a graça e a suma alegria de poder ADORAR o Sacratíssimo Coração de Jesus na Eucaristia. Oh! que graça e felicidade:  podemos receber em nosso pobre coração, mais pobre do que a gruta de Belém, este Coração Divino-Humano!!! 

   Coração Eucarístico de Jesus, aumentai a nossa fé! Amém.   

   

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A GRANDE PROMESSA DO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

Por Frei  José Agostinho
Terceiro dos Menores Franciscanos

(Editado em 1954 pela Editora Vozes Ltda., PETRÓPOLIS, R. J.)

   A esta última [12ª promessa] costuma-se dar o nome de "grande promessa", não tanto porque exige maior esforço e persistência do beneficiário, como principalmente porque lhe proporciona o alcance da graça inapreciável da perseverança final, augúrio certo da salvação eterna, o maior e único bem que importa ao homem receber. 

   1. O Fato

   Revelando a Santa Margarida Maria esse seu desígnio, Nosso Senhor fez-lhe ouvir explicitamente estas palavras: "Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que concederei a graça da penitência final a todos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos. Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos; e, nesse transe extremo, receberão asilo seguro no meu Coração". 

   "Foi numa sexta-feira do mês de maio de 1686, escreveu a Santa, que, durante a Santa Comunhão, meu Divino Mestre me disse estas palavras". A Igreja anima-nos a acreditar na veracidade de tal revelação, proclamando a visitandina de Paray-le-Monial "iluminada pela luz divina" e fazendo-nos honrá-la na oração de sua festa como aquela "a quem Jesus revelou de modo admirável as insondáveis riquezas de seu Coração". 

   2. Esclarecimentos

   O Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, no seu conhecido Catecismo do Sagrado Coração de Jesus, procurou dissipar as dúvidas que o conhecimento dessa extraordinária promessa costumava suscitar no espírito dos que a ouvem pela primeira vez, formulando as perguntas e respostas que adiante reproduzimos. 

   1ª  É certa esta promessa? 
   Esta promessa é certa quanto à origem e quanto aos efeitos. Foi certamente feita a Santa Margarida Maria, como fazem crer os escritos autênticos da Serva de Deus, os quais foram examinados pela Santa Sé por ocasião da sua beatificação. Cumprir-se-á, pois, certamente, em favor de todos aqueles que satisfizerem as condições a que está subordinada. 

   2ª  Como devemos interpretar esta promessa?
   É preciso compreender esta promessa no seu verdadeiro sentido e livrar-se de toda a interpretação falsa. 
   Nosso Senhor não disse que todos aqueles que cumprissem as condições estipuladas ficariam dispensados de uma atenta vigilância para evitar o pecado, de um combate corajoso para vencer as tentações e cumprir todos os mandamentos, do emprego assíduo da oração e da penitência. Assegura somente que aqueles que fizerem estas nove comunhões obterão as graças necessárias para guardar perfeitamente os preceitos e os conselhos evangélicos para carregar a cruz que lhes for destinada, todos os dias da vida, e para perseverar até à morte no caminho estreito que conduz ao céu.

   (...)

   3ª  Que meio empregará Nosso Senhor, para tirar os homens desta invencível apatia, vizinha da morte? 
   Ele vai servir-se do desejo de salvar-se, que estes cristãos tão negligentes ainda conservam. Como auxílio desta última centelha escondida sob a cinza da tibieza, vai procurar reanimar as chamas do amor dos homens, fazendo-os tornar ao caminho da mesa santa. Não lhes pedirá diretamente a comunhão frequente, porque sabe que não seria atendido, mas, pede-lhes uma série de comunhões transitórias, é verdade, mas bastante multiplicadas e acompanhadas de circunstâncias assaz difíceis para habituar, ao menos, à comunhão mensal.

   4ª  Quais são as condições necessárias para se ter direito aos frutos desta grande promessa?
   Três:

   1ª) - A comunhão deve ser feita numa sexta-feira, a primeira do mês, e não em outro dia.

   2ª) - Deve ser feita em nove meses consecutivos. A novena, porém, deverá ser recomeçada, se na série das primeiras sextas-feiras houver uma interrupção.

   3ª) - Deve não somente ser feita em estado de graça, como também na intenção especial de honrar o Sagrado Coração. Essas condições, fáceis na aparência, apresentam dificuldades tais que é preciso o cristão amar verdadeiramente Nosso Senhor, para se sujeitar a elas.

   5ª  Aqueles que, logo depois de terem feito com sincera piedade, as nove comunhões, afastarem-se da frequência dos sacramentos, ou pecarem, perderão o direito aos frutos da promessa divina?
   Não!
   Não, certamente, porque os benefícios de Deus não são susceptíveis de arrependimento. O Sagrado Coração saberá pelos efeitos de seu amor tirar do abismo do pecado esses pobres náufragos, e preservá-los do abismo do inferno.
   As graças obtidas pelas nove comunhões são, porém, tão abundantes, que esse esquecimento completo dos deveres essenciais à vida cristã só poderá ocorrer como rara exceção ou, pelo menos, será momentâneo.

CONCLUSÃO: Estas explicações devem impelir todos os cristãos a abraçar uma prática tão salutar. Podemos começá-la em qualquer mês. (...).

   

   
   
   

terça-feira, 30 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  30 de junho

   São Paulo desejava aos efésios, pela graça do Pai de quem procede todo dom, a ciência supereminente da caridade de Jesus Cristo para com os homens.

   Nada lhes poderia desejar de mais santo, mais importante e mais apto a torná-los felizes.

   Conhecer o amor de Jesus Cristo, participar de sua plenitude, eis o reinado de Deus no homem. Ora, é este o fruto da devoção ao Coração de Jesus, vivendo e amando-nos no Santíssimo Sacramento, devoção que constitui o culto soberano do amor. É ao mesmo tempo a alma e o centro da religião, que por sua vez é a lei, a virtude e a perfeição do amor, de que o Sagrado Coração é a graça, o modelo e a vida. 

   Estudemos, pois este amor no foco em que se consome por nós.

   Que o Coração de Jesus, ardente de amor, seja a nossa força, o nosso asilo, o nosso centro, o nosso Calvário, o túmulo de todo o nosso ser, e depois a ressurreição, a vida, a glória!


segunda-feira, 29 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  29 de junho



 É mui louvável, de certo, honrar o Sagrado Coração como a sede do amor infinito de Jesus Cristo, porém as almas eucarísticas deverão prestar-Lhe esta homenagem no Santíssimo Sacramento, porquanto é no céu e na Eucaristia que esse coração está verdadeira e substancialmente vivo.

   Muitos, honrando-O nos quadros e imagens, fazem deles o objeto de sua devoção. Este culto é bom, mas é um culto relativo; devemos procurar mais do que a imagem, a fim de encontrar a realidade. Ora no Santíssimo Sacramento, o Coração de Jesus está cheio de vida, palpitando por nós. Que a nossa vida, o nosso centro, seja, portanto, esse coração vivo e animado. Saibamos honrar o Sagrado Coração na Eucaristia e jamais O separemos dela. Procuremos adivinhar, surpreender os segredos, o porque de seu coração, e sentir-nos-emos arrebatados. 

   Que o nosso ideal seja penetrar sempre mais no Coração de Jesus, centro e felicidade de nossa vida. 

domingo, 28 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  28 de junho

   Jesus, prestes a terminar sua vida mortal, não quer abandonar sua nova família, os filhos que acaba de conquistar.

   O céu recalma a volta do seu rei. Combateu bastante, é chegada a hora do triunfo.

   "Vou deixar-vos e venho novamente a vós" diz Jesus aos Apóstolos. 

   Partis, Senhor, e permaneceis conosco? E por qual maravilha de vosso amor?

   É o segredo e a obra de seu divino coração. Jesus terá dois tronos: um de glória, no céu, e outro de mansidão e bondade na terra; duas côrtes: a côrte celeste e triunfante e a côrte dos redimidos, neste mundo.

   E podemos dizer que se Jesus não pudesse estar presente ao mesmo tempo no céu e na terra, teria preferido ficar conosco. E é verdade, pois que Ele nos deu prova de que prefere o último de seus pobres redimidos a toda a sua glória, e que as suas delícias consistem em morar com os filhos dos homens.

sábado, 27 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  27 de junho 

   Jesus, mesmo na paixão, não recebeu tantas humilhações como no Santíssimo Sacramento! A terra é para Ele um Calvário de ignomínia.

   Veem-se mesmo cristãos O desprezarem, esquecendo esse coração que lhes testemunhou tanto amor e que ainda se consome de amor por eles! Aproveitam-se do véu que O oculta para ultrajá-Lo!

   Insultam-no por suas irreverências, pensamentos culpados, olhares repreensíveis em sua divina presença; Aproveitam-se, para insultá-Lo, dessa bondade que tudo sofre em silêncio, dessa paciência inalterável como fizeram outrora os sodados ímpios de Caifás, de Herodes e de Pilatos!

   Blasfemam sacrilegamente contra o Deus da Eucaristia, porque sabem que o seu amor O conserva mudo. Chegam até a crucificá-Lo, recebendo-O no coração manchado.

   Ah! Jesus procurava um consolador em sua agonia, suspirava, no alto da cruz, por quem compartilhasse de sua dor profunda! Hoje em dia, porém, mais do que nunca é necessária a reparação para com o coração adorável de Jesus!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  26 de junho

    O homem se mostra indiferente para com o dom supremo do amor de Jesus para com ele. Não o aprecia, não pensa nele, e se Jesus, querendo despertá-lo de seu torpor, lhe inspira este pensamento, o homem logo o afasta como importuno, rejeitando assim o amor de Jesus Cristo!

   Mais ainda. Instado pela fé e pelas recordações de sua educação cristã, bem como pelo sentimento que Deus lhe depositou no íntimo do coração, para adorar Jesus Cristo na Eucaristia como soberano senhor e voltar a servi-Lo, o ímpio se insurge contra esse dogma, de todos o mais amável. Chega ao ponto de negá-lo, vai até a apostasia a fim de não adorá-Lo e não Lhe sacrificar um ídolo, uma paixão, preferindo permanecer preso por vergonhosas cadeias. Sua malícia ainda vai além. Não se contentando em negar, não recua diante do crime de renovar os horrores da paixão do Salvador!

   E o coração que tanto sofreu por amor, aí está vivo, ativo, e não morto ou insensível; ao contrário, ainda mais amante!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA



Leitura espiritual  -  25 de junho

   O Coração de Jesus vive na Eucaristia, uma vez que seu corpo aí está vivo. É verdade que este coração divino não é visível nem sensível, mas acontece o mesmo em toda criatura. O coração, princípio de vida, precisa permanecer misterioso e oculto, porque descobri-lo ocasiona a morte. Verifica-se a sua existência pelos efeitos que produz.

   O homem não pede ao amigo para ver seu coração; contenta-se com uma palavra para conhecer-lhe a amizade. 

   É o que faz o Divino Coração de Jesus? Manifesta-se a nós pelos sentimentos que nos inspira, e isto nos deve bastar. Quem poderia, aliás, contemplar a beleza e a bondade desse divino coração? Quem seria capaz de suportar o brilho de sua glória e as chamas consumidoras, devoradoras, desse foco de amor? Quem ousaria fitar essa Arca divina em que está escrito em letras de fogo o seu Evangelho de amor, onde estão glorificadas todas as suas virtudes, onde se eleva um trono ao seu amor e se encerram todos os tesouros de sua bondade? Quem poderia penetrar no próprio santuário da divindade?

   Ah! o Coração de Jesus! é o céu dos céus, habitado por Deus, que aí encontra as suas delícias! É verdade que não vemos o Coração Eucarístico de Jesus, mas O possuímos: é nosso!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  24 de junho


  Nossa devoção para com o Sagrado Coração de Jesus deve ser eucarística, deve concentrar-se na divina Eucaristia como no centro único, pessoal e vivo do amor desse coração para com os homens e das graças que lhes reserva.

   Por que separar o Coração de Jesus de seu corpo e de sua divindade, se é por ele que Jesus vive no Santíssimo Sacramento, se é ele que Lhe dá vida e Lhe anima o corpo?

   Jesus ressuscitado não morre mais; portanto por que separar seu coração de sua pessoa e querer fazê-Lo morrer, por assim dizer, em nosso espírito? Não, não, o Divino Coração está vivo e palpitante na Eucaristia, e não mais de uma vida passível e mortal de Salvador, capaz de tristeza, aflição e dor, mas de uma vida ressuscitada e consumada na beatitude. Esta impossibilidade de sofrer e morrer em nada diminui a realidade de sua vida; ao contrário, torna-a mais perfeita.

   Não há expressão que possa definir este mistério que une na Eucaristia a vida e a imolação, a glória e a humilhação. É um mistério que só Deus conhece, e mistério que ensina a alma interior a reservar para Deus somente, os seus sofrimentos íntimos. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  23 de junho

 
 Querendo ser amado sempre pelo homem, Jesus Cristo lhe testemunha constantemente o seu amor, e assim como, enquanto Deus, se fez homem palpável, sensível, para nos conquistar o coração, continua a nos dedicar um amor sensível e humanizado. 

   A lei do amor é perpétua, e perpétua deve ser também a sua graça. Que este sol de amor não tenha ocaso no coração do homem; do contrário, aos poucos será sufocado pelos gelos da morte e do esquecimento. O coração do homem se entrega somente à vida, somente se une ao amor que lhe dá provas patentes de existência. 

   Pois bem! Todo o amor da vida mortal de Jesus - amor de criancinha no presépio, amor de zelo e de apóstolo de seu Pai nas pregações, amor de vítima sobre a Cruz, - todos estes amores estão reunidos e triunfantes no seu coração vivo e glorioso no Santíssimo Sacramento. É aí que O devemos procurar e nos alimentar de seu amor. Jesus também está no céu; mas para os anjos e santos. Na Eucaristia, porém, permanece para nós. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  22 de junho

   Que de encantos apresenta a virtude na escola da Comunhão! Como se torna fácil a prática da humildade a quem comunga e vê o Deus de glória se humilhar ao ponto de descer a um coração tão pobre, a um espírito tão ignorante, a um corpo tão miserável!

   Quão acessível se apresenta a mansidão, sob a influência da bondade tão terna da Jesus dando-se a nós na doçura de seu coração!

   Como é belo o próximo, quando o vemos alimentado com o mesmo Pão de vida, assentado à mesma divina mesa, amado com tamanha efusão por Jesus Cristo! E a penitência, a mortificação, o sacrifício, não se apresentam destituídos de amargura a quem recebeu Jesus crucificado?!

   Oh! a alma que comunga sente a necessidade imperiosa de abraçar a vida de quem a salvou e lhe deu a Eucaristia!

   A formação do cristão é muito mais rápida no cenáculo que em outra qualquer escola, e isto porque, na Comunhão, todas as virtudes do Salvador se refletem em nossa alma sob a influência poderosa deste sol divino que está em nós e que nos penetra com sua luz e com seu calor. 

sábado, 20 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  20 de junho

 

 O meio soberano de alcançar a mansidão do Coração de Jesus é o amor de Nosso Senhor. A tendência constante do amor é produzir a identidade de vida entre os que se amam.

   Ser manso como Jesus, ser manso por amor ao bom Salvador, eis o ideal de quem vive do espírito de Jesus. 

   Ó minha alma, sê mansa para com o próximo que te exercita a paciência, como o próprio Deus, Nosso Senhor e a Santíssima Virgem são mansos para contigo. Pratica a mansidão para com o próximo a fim de que assim proceda o teu Juiz para contigo, pois receberás na mesma proporção em que tiveres dado. 

   E se olhas para os teus pecados, se consideras o que mereceste e o que ainda mereces, ó pobre alma, quanto te deverias desfazer em mansidão e humildade de coração para com o próximo, tendo em vista a bondade, a doçura, a paciência e a honra com que Nosso Senhor te trata!

   A mansidão é o fruto bendito da humildade e da caridade. A alma humilde é paciente, doce e caritativa. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  19 de junho

   A Eucaristia é o triunfo da mansidão de Jesus Cristo.

   Como descrever a bondade acolhedora que tem para com todos, sua afabilidade em se colocar à altura de qualquer um, seja pequeno ou ignorante; sua paciência em atender a todos e a tudo, e em ouvir a narrativa de tantas misérias? Como descrever a bondade de Jesus na Comunhão, onde se dá a todos segundo a necessidade de cada um, e sempre com alegria desde que aí encontre a vida da graça e algum sentimento de devoção acompanhado de bons desejos ou ao menos um pouco de respeito; e concedendo a cada um a graça que lhe convém, deixando-lhe ao mesmo tempo a paz e o amor como sinal de sua passagem?

   E que mansidão paciente e misericordiosa para com os que O esquecem! Permanece à sua espera, intercede pelos que O desprezam e ultrajam, sem reclamar e sem ameaçá-los, e não castiga mesmo os que O ofendem pelo sacrilégio. Procura, ao contrário, levá-los ao arrependimento por meio da mansidão e da bondade. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  18  de junho

   Jesus é todo mel, todo doçura, todo amor! Não foge de quem O odeia; convive com aqueles que hão de abandoná-Lo, om a mesma simplicidade, a mesma doçura, apesar de ter conhecimento de tudo. É que, não tendo chegado ainda o momento de falar, considera o futuro como se Lhe fosse desconhecido.

   E o que dizer da mansidão de Jesus no sofrimento?

   Cala-se habitualmente diante do espírito incrédulo de muitos de seus discípulos, diante do coração iníquo e ingrato de Judas, de quem conhece os pérfidos pensamentos e maquinações infames.

   Jesus tem a posse de Si mesmo; é calmo, afetuoso com todos, como se não soubesse de coisa alguma. Entretém com eles as relações de sempre, a fim de respeitar o segredo que o Pai guarda com referência a eles.

   Oh! que lição contra os juízos temerários, contra as suposições e antipatias secretas! Jesus coloca a lei da caridade, do dever comum, adiante do conhecimento que tem do segredo dos corações, para observar a ordem da Providência. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  17 de junho

   A Sabedoria incriada, o Verbo de Deus, que criou a palavra, que inspira o verdade, cala-se durante trinta anos e honra seu Pai por um suave e humilde silêncio!

   É este silêncio de Jesus que nos diz eloquentemente: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração"!

   O silêncio de Jesus é paciente. Ouve os que Lhe falam sem jamais interrompê-los, se bem que saiba de antemão o que Lhe têm a dizer: responde-lhes diretamente, admoesta, corrige com bondade, sem humilhar, sem magoar, como faz o melhor dos mestres para com o aluno. Escuta mesmo as coisas desagradáveis, alheias ao assunto, e sempre encontra ocasião de instruir e fazer o bem.

   Como é diferente o nosso modo de agir! Mostramo-nos impacientes em demonstrar que já compreendemos o que nos dizem, aborrecidos de escutar o que nos atrasa ou contraria, e tudo isto se revela no semblante e nas maneiras. Ah! não é este o espírito de Nosso Senhor! Inúmeras ocasiões se nos deparam na vida em que a paciência, a mansidão, a humildade do silêncio se tornam a virtude do momento e devem ser diante de Deus o único fruto de um tempo que seríamos levados a julgar perdido. Sua graça nos prevenirá: escutemo-lhe a voz e obedeçamos simples e fielmente. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  16 de junho

   A humildade de coração produz a doçura.

   Jesus é manso. A virtude da mansidão constitui o verdadeiro caráter e o espírito de sua vida. Jesus não diz: - Aprendei de Mim que sou penitente, sábio, silencioso, porém: "Aprendei de Mim que sou manso"!

   Nosso Senhor é manso de coração. Ama os homens, aos quais deseja proporcionar todo o bem possível; julga-os em sua misericórdia e não em sua justiça, cuja hora ainda não soou.

   Jesus é mãe cheia de ternura, é o bom Samaritano; e a criatura frágil, o pecador, o justo, todos têm um lugar na ternura de seu divino coração.

   Jesus não experimenta o menor rancor para com aqueles que O desprezam, injuriam, ofendem, ou desejam ofendê-Lo. A todos conhece, de todos tem compaixão, entristecendo-se ao ver o infeliz estado em que se acham. 

   Jesus é manso por natureza: é o Cordeiro de Deus. É manso por virtude para glorificar seu Pai nesse estado, e é manso por missão de seu mesmo Pai.  A mansidão devia ser o traço dominante do Salvador para atrair os pecadores, animá-los a se acercarem d'Ele, a Lhe terem afeição e se deixarem fixar na lei divina. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  15 de junho

   Se quereis que Nosso Senhor vos estreite contra o seu coração e vos cumule de seus favores, sede verdadeiramente humildes.

   Tender à humildade é tender à santidade, porque uma é a medida exata e infalível da outra. Quanto mais humilde, mais santo sereis.

   A humildade é a mãe, a raiz e a flor de todas as virtudes, é senhora do poder de Deus, é guardiã de seus tesouros e de todas as suas graças. Somente por esta virtude agradareis ao vosso bom Mestre e somente por meio dela vos conservareis na graça eucarística. A humildade é o dote do amor, indispensável para que a alma se aproxime de Nosso Senhor. Podeis, mediante outra qualquer virtude, vos personificar e vos deter em vós mesmos; pela humildade, porém, desapareceis para deixar transparecer Jesus. 

   É a humildade, portanto, a virtude do amor, sua virtude própria. Nosso Senhor, amando-nos até o excesso na Eucaristia, se dá a nós no excesso do aniquilamento. É justo que encontre em nós um coração que ame o que Ele ama, segundo o que nos disse: "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração".

domingo, 14 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  14 de junho

 
"Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração".

    A grande virtude de Jesus Cristo é a humildade. É a sua virtude própria e dominante, o âmago de seu coração e de seu caráter divino-humano.

   Humilha-se como Deus e também como Homem; em tudo e em toda parte se descobre n'Ele esta humildade que é o seu nome, seu selo e distintivo, como diz Santo Agostinho: "Falar em Jesus Cristo é falar em humildade".

   Sua natureza humana é uma natureza criada e dependente de Deus. Quer mantê-la nesta dependência aos olhos de todos a fim de nos dar o mais belo exemplo de humildade, pois a sua humanidade, unida ao Verbo, era digna de agir por si mesma e de receber toda homenagem e adoração. Mas Nosso Senhor quer nos inculcar a humildade praticando-a pela sujeição voluntária e absoluta ao seu Eterno Pai.

   Ser humilde é, portanto, dependermos de Deus, colocar-nos em suas mãos, sem nos apoiar em nós mesmos, mas unicamente no seu braço onipotente. 

sábado, 13 de junho de 2015

FLORES DA EUCARISTIA


Leitura espiritual  -  13 de junho

   Ser humilde de coração é receber de Deus a ocasião de praticar a humildade como um benefício, e considerá-la um ato que Lhe rende muita glória. É ainda aceitar o estado e os deveres de uma posição social modesta, e conservar a simplicidade em meio de graças extraordinárias. 

   Quem ama a Jesus deve se assemelhar a Ele, amar o que Ele ama, o que Ele pratica e o que prefere a tudo: a humildade.

   Deve a alma se colocar, com toda a simplicidade, no espírito de Nosso Senhor; vê-Lo, consultá-Lo, agir sob a influência divina de Jesus, em sociedade, em amor; recolher-se em sua divina humildade de coração, oferecer todos os atos a Jesus humilhado por amor no Santíssimo Sacramento, ao ponto de preferir este estado obscuro à toda glória.

   E que a alma examine se não se contradiz em seu modo de agir, e que repita sem cessar: - Jesus manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao vosso.