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sábado, 6 de abril de 2019

O CONFESSOR É JUIZ DAS CONSCIÊNCIAS

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Tem o confessor, portanto, o direito de conhecer as consciências de seus penitentes; e desde que Deus não lhe deu a faculdade de ler em nossa alma (Deus só deu este dom a alguns santos, como ao Santo Cura d'Ars, a São João Bosco, ao São Pio de Pietrelcina etc.) temos então o dever de lhe descobrir todos os pecados mortais, que, porventura,  temos cometido. Diz o Santo Concílio de Trento (35. 14 c. 5): "Com efeito, Jesus Cristo estabeleceu os sacerdotes como juízes a quem os fiéis devem submeter todos os pecados mortais, afim de que em virtude do poder das chaves, pronunciem a sentença que perdoa ou retém esses pecados. Porquanto é evidente que os sacerdotes não poderiam julgar sem conhecimento de causa, nem observar a equidade na imposição das penas, se as faltas lhes fossem declaradas somente em geral e não especificadas detalhadamente. Segue-se daí que os penitentes devem enumerar na confissão todos os seus pecados mortais, embora sejam de todo secretos e cometidos somente contra os dois últimos preceitos do Decálogo. Segue-se além disso que é preciso explicar na confissão todas as circunstâncias que mudam a espécie do pecado, pois que sem isto os pecados ainda não seriam expostos pelos penitentes, nem conhecidos pelo juiz em toda a sua integridade, e este não poderia avaliar no seu justo valor a enormidade dos pecados cometidos, nem impor aos penitentes uma pena proporcionada".

O confessor, se o julgar necessário, tem o direito de interrogar o penitente, e este é obrigado a responder segunda a verdade, às perguntas que lhe são feitas. O confessor deve também examinar as disposições do penitente: ver se tem o arrependimento que Deus exige para ser perdoado; se tem o firme propósito de evitar todo pecado para o futuro; se está resolvido a fugir das ocasiões que lhe foram tão funestas no passado. Não será o caso de exigir a restituição do bem alheio? Não haverá algum ódio a que é preciso renunciar? Não se entrega o penitente a leituras que é preciso proibir-lhe como perigosas para a fé e os bons costumes? Pôs ele em prática os meios aconselhados nas confissões anteriores? O confessor, hoje, tem muito mais matérias de observação nos penitentes, tais como: festas profanas, Internet, televisão. A Internet deve ser usada só para o bem e o penitente que tiver algum apego a pornografia, só deverá receber a absolvição se estiver disposto a deixar estes pecados fugindo da ocasião. O mau uso da Internet está sendo um terrível instrumento do demônio para prender almas nas cadeias do inferno.


Conhecendo  assim a consciência do penitente e as suas disposições, o confessor pode, com conhecimento de causa, julgar se deve dar, diferir, ou recusar a absolvição. E, caríssimos, longe de vós, o pensamento de que o confessor é livre de dar ou recusar a absolvição a seu gosto. Absolutamente não! Ele não é o senhor, ainda menos o dissipador dos dons de Deus, mas é o dispensador deles. Ele é seriamente obrigado a seguir as regras traçadas na teologia tradicional a pronunciar sua sentença dum modo justo, imparcial e consciencioso, sabendo que deve dar contas ao grande Juiz dos vivos e dos mortos. 

Saibam todos o quanto é penoso ao confessor chegar ao extremo de se ver obrigado a negar a absolvição. Mas sobre isto falaremos, se Deus assim o permitir, na postagem seguinte. Amém!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A RETA RAZÃO HUMANA PROVA A ORIGEM DIVINA DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Em Teologia usam-se os argumentos tirados das Sagradas Escrituras e depois os argumentos da Tradição. Frequentemente, usam-se também os argumentos da reta razão humana. Esta mostra a conveniência de uma determinada tese. Assim, em se tratando da origem divina do Sacramento da Penitência, vamos, com a graça de Deus, apresentar também os argumentos da reta razão, ou também chamados argumentos do bom senso.

Pois bem! O mais simples bom senso nos mostra que a confissão não pode ter senão uma origem divina. Suponhamos que seja uma invenção humana; certamente, uma tal invenção é bastante notável para que se conhecesse o seu autor. Sabe-se o primeiro cultor da ciência: foi Thales. Arquimedes inventou as espelhos-ustórios; Nilton descobriu a lei da gravidade; Gutemberg descobriu a arte de imprimir. Pedro Álvares Cabral descobriu o nosso querido Brasil; Colombo descobriu a América etc. etc., ... quem é, pois,o inventor da confissão? Foi, acaso, um grande santo? Mas acabamos de ver no artigo anterior que os santos Padres desde os mais próximos dos Apóstolos já supõem a confissão como um fato existente e conhecido. Logo, não foram eles que inventaram a confissão. Se os padres, os bispos e os papas fossem isentos da confissão, aquela afirmação teria alguma aparência de verdade; eles, porém, estão sujeitos a ela como os simples fiéis. Onde, pois, a razão que os induziria a impor-se uma obrigação tão humilhante? Por que força secreta teriam eles podido constranger os reis a irem ajoelhar-se ante um pobre padre para lhe fazer acusação de suas fraquezas, a submeter-se sem réplica às suas decisões, e receber dele, com respeito, uma penitência proporcionada às suas faltas? Se os padres tivessem inventado a confissão, teriam sido levados por um motivo qualquer. Qual seria este motivo? O interesse? Evidentemente que não; pois o confessor não recebe remuneração alguma pela confissão. O prazer? Mas sabeis o que é ser confessor?   - Ser confessor é ser escravo de todos - depender dos outros desde a manhã até à noite  -  a qualquer hora do dia e da noite. O confessor tem que sondar as chagas mais repugnantes, sem tremer, ouvir os crimes por maiores que sejam, sem arrepiar-se.

É sobretudo à cabeceira dos doentes e moribundos que os padres devem estar presentes. O padre deve administrar os sacramentos aos pestíferos com risco de contaminar-se do mal. Sua vida é uma vida de sacrifícios, de prisão e de fadiga, sobretudo no confessionário e junto aos leitos dos doentes.
Quem teria inventado a confissão? Talvez os fiéis? Mas esta segunda suposição é tão absurda como a primeira. A confissão é um constrangimento, um ato de humildade. Ora, o homem, em lugar de submeter-se de boa vontade a uma coisa que o constrange e humilha, é ao contrário levado a repelir tudo que o contraria.


Quando alguns do Anglicanismo quiseram introduzir a confissão na Inglaterra; que resultou? As revoltas populares, os gritos sediciosos levantaram-se ao mesmo tempo em todos os pontos do país. Uma tal imposição por parte de fiéis só merece a irrisão pública. Só Deus tem autoridade para impor este ato de humilhação como condição para se receber o perdão dos pecados. Portanto, o homem não podia inventar a confissão; ela é obra de Deus. Só Ele, o soberano Mestre, a poderia impor ao homem; e o homem, qualquer que seja, rei ou súdito, rico ou pobre, é obrigado a submeter-se a essa lei divina, sob a terrível pena de condenação eterna para os que, depois do Batismo, tenham cometido pecado mortal. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

A ABSOLVIÇÃO SACRAMENTAL DÁ A GRAÇA SANTIFICANTE

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

 A pessoa, com o pecado mortal, perde a graça santificante. Se foi o primeiro pecado mortal, perde a graça santificante recebida no batismo. Isto significa perder a inocência batismal. Quando o pecador, depois de ter recuperado a graça santificante, torna-a a perder, aí vem a segunda tábua de salvação que é o Sacramento da Confissão. Neste segundo caso, pela absolvição sacramental, o pecador recupera a graça santificante que tinha perdido.

Caríssimos, devemos observar a imensa diferença entre o perdão que os homens dão e o perdão que Deus dá. Quando os homens se decidem a perdoar as ofensas que lhes foram feitas, não tornam mais a ter todavia os sentimentos de benevolência de que eram anteriormente animados para com aqueles que os ofenderam. Mesmo não guardando rancor, é muito difícil voltar a serem os mesmos, embora perdoem de fato. Deus, porém, não procede assim; perdoando-nos, dá-nos ao mesmo tempo a sua graça, a graça santificante que é o maior de todos os dons. é o SEGUNDO EFEITO da absolvição.

Meditemos um pouco sobre a graça santificante e teremos mais facilidade em compreender até onde vai o perdão divino. "O dom da graça, diz Santo Tomás, sobrepuja a todos os dons que uma criatura possa receber, visto que participa da mesma natureza de Deus". Dai-me um pecador, o mais miserável que possa haver, desde que ele tenha recebido a santa absolvição e o perdão dos seus pecados, tornar-se-á maior do que todos os reis da terra. Este pensamento arrebatava São Leão: "Reconhece, ó cristão, exclamava ele, reconhece tua dignidade, e, tornando-te participante da natureza divina, guarda-te bem de voltares à tua antiga baixeza". Diz o Espírito Santo no livro da Sabedoria VII, 14: "Ela é um tesouro infinito para os homens, e aqueles que dela gozam tornam-se amigos de Deus". "Ó bondade de Deus, exclama S. Gregório, nós não merecemos o título de servos, e Ele digna-se chamar-nos seus amigos". Pela absolvição readquirimos não só a amizade divina, porém, o que é mais honroso ainda, a dignidade de filhos adotivos de Deus. E devemos observar ainda que não se trata de adoção só no papel, isto é, legal em cartório; mas uma adoção pela qual nos tornamos participantes da natureza divina. É claro que não recebemos toda a natureza divina, pois Deus é infinito e nós simples criaturas. Mas a participação da natureza divina pela graça santificante nos torna semelhantes a Deus, e esta participação embora limitada, é real.
Daí, Pai é o nome com que Jesus Cristo nos ensinou a dirigirmos-nos a Deus que está no Céu. Deus é o Senhor. Mas quer que nos dirijamos a Ele como a um Pai. São João exulta nestes termos: "Considerai que amor o Pai nos testemunhou, querendo que sejamos chamados e que sejamos, efetivamente, filhos de Deus" (S. João III, 1). E não satisfeito de nos dar o título tão honroso e tão excelente de filhos de Deus, tem ainda para conosco os sentimentos e os cuidados de um pai. Ele próprio exprime da mais terna maneira pelo profeta Jeremias, os sentimentos de seu coração paternal: "Efraim não é para mim um filho honrado, um filho da minha ternura? Por isso, embora eu tenha falado contra ele, ainda me lembrei dele. Por isso se comoveram as minhas entranhas por ele; e, compadecido, terei misericórdia dele, diz o Senhor." (Jeremias, XXXI, 20). E em continuação o profeta mostra que Deus terá misericórdia dos pecadores, enviando-lhes o Messias: "Eis que o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra: Uma mulher cercará um homem" (Jeremias, XXXI, 22).

Que há de mais suave e de mais terno do que estas palavras? Esta divina filiação nos dá direito à herança de que Jesus Cristo goza no céu: "Pois, se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo" (Rom. VIII, 17). Somos herdeiros de Deus justamente porque Ele é nosso Pai, e somos co-herdeiros de Jesus Cristo, porque o Salvador é nosso irmão. Assim, temos direito à celeste herança e estamos inscritos entre os cidadãos do céu, benefício supremo pelo qual o Salvador convidou seus apóstolos a se alegrarem: "Alegrai-vos por ter vossos nomes inscritos nos céus" (S. Lucas X, 20).Ora, é certo que o homem, cada vez que cai em pecado mortal, é riscado do livro da vida, e inscrito, ao menos por momentos, no livro da morte eterna. Pois o Senhor disse: "Apagarei do meu livro aquele que tiver pecado contra mim" (Êxodo XXXII, 33). Mais terrível castigo não se pode imaginar. Contudo, tal é a força da absolvição bem recebida, que risca a cédula dos pecados, e inscreve de novo os homens no livro da vida, restituindo-lhes a dignidade de filhos e herdeiros de Deus. Isto prova que a graça é verdadeiramente em nós "o germe da glória", segundo a palavra de Santo Tomás de Aquino. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

EFEITOS DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Em artigos anteriores já tive oportunidade de mostrar como o Sacramento da Penitência constitui a obra prima da misericórdia  divina. Ao tratar dos efeitos da confissão poderemos constatar ainda melhor esta verdade. É óbvio que todas os maravilhosos efeitos da confissão se dão quando o pecador está bem disposto. Do contrário, é claro, este grande remédio, seria transformado pelo pecador, em veneno, ou, no mínimo o inutilizaria.

PRIMEIRO EFEITO: O perdão de todos os pecados cometidos depois do batismo. É de fé, pois Nosso Senhor Jesus Cristo disse: "Os pecados serão perdoados àqueles a quem vós os perdoardes" (S. João XX, 23). Assim, pois, no mesmo instante em que o confessor diz: Ego te absolvo...etc., m pecador, por mais criminoso que seja, deixa de ser pecador diante de Deus: todos os seus pecados são apagados, contanto, como já acabamos de notar, que ele tenha as disposições necessárias. E, caríssimos, e necessário ressaltar que os pecados são APAGADOS,  e não ENCOBERTOS, como loucamente têm pretendido os protestantes. S. João Batista dizia mostrando o Salvador: "Eis o Cordeiro de Deus que apaga (tira) os pecados do mundo" (S. João I, 29). O que é encoberto existe ainda; o que é apagado é inteiramente destruído.

E absolvição apaga os pecados para toda a eternidade. É o que significam estas palavras das Sagradas Escrituras: "Deus lançará todas as nossas iniquidades no fundo do mar (Miquéias VII, 19). "Vós lançastes meus pecados para traz das vossas costas" (Isaías, XXXVIII, 17). "Se o pecador fizer penitência, não me lembrarei mais das iniquidades que cometeu" (Ezequias, XVIII, 21). E isto não uma vez, nem sete vezes, porém, tantas quantas o pecador se confessar com arrependimento, como o decretou o Santo Concílio de Trento.

Além disto a absolvição perdoa todos os pecados, por mais numerosos e por mais enormes e extraordinários que sejam: "TUDO que desligardes na terra, será desligado no céu" (S. Mateus XVI). Quem diz TUDO não excetua coisa alguma.


Um exemplo: Uma mulher de má vida, atravessando um dia uma igreja para encurtar seu caminho, viu um grande número de pessoas que entravam com ânsias, e que pareciam estar à espera de alguma coisa extraordinária. Curiosa por saber o que se ia passar, tomou lugar como as outras; e aumentando a multidão ela achou-se logo cercada de tal modo, que lhe foi de todo impossível retirar-se. Algum tempo depois, um missionário subiu ao púlpito, e pregou sobre a bondade de Deus para com os pecadores. Ele repetia várias vezes: "Para todo o pecado há misericórdia, contanto  que o pecador se arrependa dele". Aquela mulher, que tudo tinha escutado com atenção, prendeu-se principalmente a essas palavras que a tinham tocado. Assim que terminou o sermão, ela atravessou a multidão aproximando-se do pregador. No momento em que este descia do púlpito, disse-lhe pressurosa: "é verdade, padre, que para todo o pecado há misericórdia?  -  Nada mais certo, respondeu ele; Deus perdoa a todos os pecadores contanto que se arrependam.  - Mas, replicou a mulher, há várias espécies de pecadores; Deus perdoará a todos indistintamente?  -  Sim, respondeu o pregador, contanto que eles detestem todos os seus pecados.  - Perdoará Deus a mim, que há 15 anos cometo os maiores pecados?  -  Sem dúvida, se quiserdes arrepender-vos e não cometê-los mais.  -  Se assim é, peço-vos marcar-me uma hora para me ouvir em confissão.  - Ouvir-vos-ei hoje mesmo, preparai-vos, que estarei às vossas ordens daqui a pouco". O missionário voltou alguns instantes depois, para ouvi-la. A confissão da pecadora durou muito tempo, terminando só à noite. Antes de retirar-se, ela disse: "Padre, não posso voltar para casa sem me expor ao perigo de cair nos mesmos pecados. Não poderíeis procurar-me um asilo para este noite? O missionário mostrou-lhe como isto não podia em hora tão avançada. Resolveu-se então a mulher a ficar na igreja até o dia seguinte, sendo que no dia seguinte foi encontrada morta, em uma capela dedicada â Santíssima Virgem; estava de joelhos, com a face prostrada sobre o chão molhado das lágrimas que ela tinha derramado. Chorara tão amargamente os seus pecados, que morrera de dor. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

DOUTRINA CATÓLICA SOBRE A SALVAÇÃO: O Sacramento da Penitência



Leitura espiritual meditada 





   31. A SEGUNDA TÁBUA DE SALVAÇÃO DEPOIS DO BATISMO.

Símbolo da alma na
Graça Santificante
Símbolo da alma no pecado
mortal
   O pior é que às vezes não só atrapalhamos a ação da graça com a nossa fraqueza, mas nos afastamos de Deus e pelo pecado mortal perdemos em nossa alma a graça santificante recebida no Batismo. E o Batismo só se recebe uma vez.
   Temos então o Sacramento da Penitência que foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, quando disse aos seus Apóstolos: Recebei o Espírito Santo; aos que vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão eles perdoados; e aos que vós os retiverdes, ser-lhes-ão eles retidos (João XX-22 e 23). Assim o dispôs Cristo, nosso Redentor. A absolvição sacramental, porém, só é válida, quando o penitente está verdadeiramente arrependido de seus pecados, com firme propósito de emenda.

   A impossibilidade de achar um sacerdote não acarreta impossibilidade de salvação, pois assim como o batismo de água pode ser suprido pelo batismo de desejo, assim também e em virtude do mesmo texto do Evangelho (João XX-23), a confissão sacramental pode ser suprida pelo Ato de Contrição Perfeita, ou seja, o arrependimento baseado não no temor da pena, mas no puro amor de Deus, a quem se ofendeu pelo pecado e com o voto de confessar os pecados quanto antes, submetendo-os assim ao poder das chaves. 

   32. PURIFICAÇÃO REAL E INTERNA.

   A remissão dos pecados sempre se verifica por meio de uma purificação real e interna. Se a Sagrada Escritura, referindo-se ao perdão que de Deus recebemos fala às vezes em não-imputação dos pecados : Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputou pecado (Salmo XXXI-2), é claro que os pecados não são imputados, simplesmente porque DESAPARECEM; SÃO DESTRUÍDOS: Eu sou, eu mesmo sou o que APAGO as tuas iniquidades por amor de mim (Isaías XLIII-25). Tem piedade de mim, ó Deus... e segundo as muitas mostras da tua clemência, APAGA  a minha maldade (Salmo L-3). Quanto dista o Oriente do Ocidente, tanto Ele tem APARTADO de nós as nossas maldades (Salmo CII-12). Cristo foi uma só vez imolado para ESGOTAR os pecados de muitos (Hebreus IX-28). Considerai-vos que estais certamente MORTOS ao pecado, porém vivos para Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos VI-11).

   O desaparecimento dos pecados leva à santificação interior: E tais haveis sido alguns; mas haveis sido LAVADOS, mas haveis sido SANTIFICADOS, mas haveis sido JUSTIFICADOS em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus (1ª Coríntios VI-11). Noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor... Cristo amou a Igreja e por ela se entregou a si mesmo, para a SANTIFICAR, purificando-a no batismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, SEM MÁCULA NEM RUGA, nem outro algum defeito semelhante, mas SANTA E IMACULADA (Efésios V-8; 25 a 27).