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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A CERTEZA DA SALVAÇÃO - ( 17 )

   95. OS QUE SE SALVAM, ISTO É, NÓS.

   Dirão os protestantes: Nós temos um texto mais claro. Paulo diz aos Coríntios: A palavra da cruz é na verdade uma estultícia para os que se perdem; mas para OS QUE SE SALVAM QUE SOMOS NÓS, é ela a virtude de Deus (1ª Coríntios I-18). Logo, os que se salvam somos nós, os que seguimos a Cristo. Não há perigo de nos perdermos.

   - Uma coisa é dizer: Os que se salvam SOMOS NÓS. E outra coisa é dizer: SALVAM-SE TODOS E CADA UM DE NÓS.

   É muito comum o sacerdote católico dizer, no fim de seus sermões, mais ou menos isto: "E nós, quando estivermos no reino da glória, meus caros irmãos, gozaremos eternamente de toda felicidade no seio de Deus etc, etc". Ninguém vai concluir que, faça o que fizer, estará neste caso; o padre está falando daquilo que acontece normalmente, se se cumpre aquilo que é necessário cumprir-se.

   Uma cidade é invadida pelos inimigos da pátria. Na sua resistência ao invasor, a maioria se porta bravamente, mas neste meio há também alguns cobardes que fogem ou alguns traidores que favorecem ao inimigo. Vencida a batalha, isto não impede que os habitantes desta cidade digam com toda segurança; Nós resistimos heroicamente e vencemos o adversário. Porque dizer NÓS é uma coisa; e dizer TODOS E CADA UM DE NÓS já é coisa bem diferente.

   A Bíblia não nos diz tudo o que se passava entre os primeiros cristãos.  Mas pelo que ela nos diz, nós sabemos que os cristãos EM GERAL estavam no caminho da salvação; e que o mesmo já não se pode dizer de todos, sem exceção. Os Atos nos mostram São Paulo despedindo-se dos presbíteros, que são seguidores de Cristo de especial categoria, encarregados de apascentar  a Igreja de Deus; recomenda-lhes que vigiem sobre o rebanho cristão (Atendei por vós e por todo o rebanho - Atos XX-28), avisa que surgirão lobos arrebatadores que não hão de perdoar o rebanho (Atos XX-29) e faz então uma revelação surpreendente: do seio destes mesmos presbíteros, encarregados de vigiar sobre as ovelhas, hão de sair também lobos vorazes: DENTRE VÓS MESMOS hão de sair homens que hão de publicar DOUTRINAS PERVERSAS,  com o intento de levarem após si muitos discípulos (Atos XX-30). Será que os protestantes irão colocar no número daqueles que têm a salvação infalivelmente certa estes presbíteros que mais tarde haveriam de bromar, ensinando DOUTRINAS PERVERSAS?

   São Paulo fala aos Coríntios dizendo: Temo que talvez, quando eu vier, vos não ache quais eu vos quero e que vós me acheis qual não quereis; que por desgraça não haja entre vós contendas, invejas, rixas, dissensões, detrações, mexericos, altivezas, parcialidades; para que não suceda que, quando eu vier outra vez, me humilhe Deus entre vós e que chore a muitos daqueles que ANTES PECARAM E NÃO FIZERAM PENITÊNCIA DA IMUNDÍCIA E FORNICAÇÃO E DESONESTIDADES QUE COMETERAM (2ª Coríntios XII- 20 e 21). 

   Os protestantes de hoje afirmam que para a salvação é necessário o arrependimento. Estes cristãos que haviam caído na IMUNDÍCIA E FORNICAÇÃO E DESONESTIDADE (2ª Coríntios XII-21) e que, como diz São Paulo, não se arrependeram de tais pecados, morrendo nesse estado, podiam salvar-se? Se podiam, então esta salvação "definitiva" daqueles que aceitam a Cristo como Salvador, vem a ser uma licença para todas as desonestidades e imundícias. 

   Vejamos agora o que São Paulo diz aos cristãos na sua Epístola aos Hebreus: Vede, irmãos, que se não ache talvez nalgum de vós um CORAÇÃO CORROMPIDO DA INCREDULIDADE QUE SE APARTE do Deus vivo, mas admoestai-vos vós mesmos uns aos outros CADA DIA, durante o tempo que a Escritura chama Hoje, por não acontecer que ALGUM DE VÓS, SEDUZIDO PELO PECADO, SE ENDUREÇA; porque é verdade que nós somos incorporados com Cristo; mas ISTO É DEBAIXO DA CONDIÇÃO  que nós conservemos ATÉ AO FIM o novo ser que começamos a ter n'Ele (Hebreus III-12 a 14).

   Não podia haver condenação mais clara desta doutrina de que o cristão tem certeza infalível, absoluta de sua salvação; esta certeza é condicionada a sua união com Cristo, porque mesmo um seguidor do Divino Mestre pode por um coração corrompido apartar-se de Deus Vivo e cair no endurecimento, seduzido pelo pecado; e este estado é evidentemente incompatível com a salvação eterna.