Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de outubro de 2018

PESADELO OU DEMÔNIO?



Caríssimos, o que vou contar aqui foram fatos que se deram comigo. O primeiro talvez explique os seguintes.

Hoje na explicação da Epístola deste domingo, no meio do sermão, veio-me uma inspiração de contar um fato que se deu comigo no dia 26 de setembro de 1974,  fato este que nunca havia contado publicamente e, particularmente, só a umas três pessoas. E o motivo é porque procurava interpretá-lo como um pesadelo, embora meu superior me tivesse dado a certeza que se tratava de um ataque do demônio.  Hoje, com a experiência de 44 anos de sacerdócio, já aceito a opinião de meu ex-reitor no Seminário que então funcionava nas dependências da Igreja de Nossa Senhora do Terço em Campos, RJ, onde se deu o fato que passo a contar unicamente pensando que possa fazer algum bem às almas.
Este meu superior, que também era pároco desta mesma Igreja, Mons. José Luiz Marinho Villac, pediu que eu pregasse na festa de S. Miguel Arcanjo, celebrada no dia 29 de setembro. Seria meu primeiro sermão, pois tinha sido ordenado diácono em 1974 e só em 08 de dezembro do mesmo ano seria ordenado sacerdote. Durante a novena do Santo Arcanjo da Milícia Celeste estava preparando o sermão. Era o dia 26 de setembro de 1974 e meu colega o diácono Fernando Areas Rifan não estava, não me lembro porque razão. E eis o que aconteceu.

No meio da noite, não me lembro a que horas, eu estava dormindo. Graças a Deus nunca tive problemas no sono. Dormia como uma pedra. Mas, eis que, de repente, senti que uma  serpente e logo depois uma espécie de tênue sombra sem forma bem definida, se atirou contra mim, como para me estrangular. Voei da cama e rolei com aquele ser quase invisível mas, não sei como; pois, sem vê-lo eu o acompanhei em todos os recantos de meu quarto e o tempo todo eu procurava atingi-lo com socos. Havia um monte de malas ao lado de minha mesa de trabalho onde esculpia e pintava. Inclusive, neste mesmo dia havia acabado de esculpir e pintar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Pois bem, com socos derrubei malas pesadas, derrubei tudo o que estava sobre a mesa, menos, graças a Deus, a imagem que estava no meio da mesa cercada dos meus objetos de escultura e pintura. Não saberia dizer quanto tempo durou a briga. O fato é que o seminarista que dormia no quarto vizinho acordou com o barulho, e depois de ver que o barulho não parava, achou (como ele me disse) que estivesse me defendendo de algum ladrão. Criou coragem e bateu na minha porta. Aí é que acordei. Abri o porta e ele (era o seminarista José Gualandi) disse assustadíssimo: Que foi isto, Murucci? Tem ladrão aí? Você está com a rosto todo cheio de sangue! Falei: não é possível! Mas fui olhar no espelho e confesso que fiquei apavorado. Olhei as mãos e estavam com vários galos e hematomas. Como nunca fui um homem assustado, fui deitar e dormi tranquilamente. Mas no outro dia cedo correu a notícia dentro do Seminário e meu reitor o Revmo. Mons. José Luiz Marinho Villac quis me ver e ficou convicto que fora o demônio que me atacou porque iria pregar na festa de S. Miguel Arcanjo. O detalhe interessante é que todas aqueles hematomas e feridas no outro dia à tarde já haviam sumido inteiramente, ficando apenas uma pequena marca nos lábios até hoje.

Outros fatos: Fui ordenado sacerdote em 08 de dezembro de 1974 e no início do ano seguinte, D. Antônio de Castro Mayer, de saudosa memória, colocou-me nesta mesma paróquia de Nossa Senhora do Terço. E poucos dias após a posse, apareceu na sacristia onde eu estava um homem desconhecido. Disse-me: padre gostaria de conversar em particular com você. Chamei-o para uma sala mais retirada. Ele disse-me: Padre, eu desde bem novo sempre me envolvi com coisas relacionadas ao demônio. Cheguei até aos mais altos graus. Agora, estão me dizendo que, para eu conseguir o máximo, tenho que entregar minha alma ao demônio. Que você acha? Respondi-lhe: não acho nada, devemos ter certeza de estarmos com Deus e rejeitarmos o demônio. Aí disse tudo o que ele devia fazer. Não respondeu nada, despediu-se e foi-se embora. Qual foi sua intenção só saberei no dia do juízo.

Outro fato: Era meu sacristão o Sr. Ayres Penha, de santa memória. Quando me lembro dele, fico pensando que foi um santo, e como era negro, penso que foi um outro S. Benedito. Que rapaz educado e caridoso!!! Todos os campistas que tiveram a graça de conhecê-lo devem concordar comigo: já deve estar no céu. Pois bem! Um dia ele disse-me: Padre Elcio, fique atento porque fiquei sabendo que há na cidade uma mulher extremamente estranha, é uma agente comunista de S. Paulo, mas que percorre o Brasil todo com uma missão diabólica: seduzir os padres que pregam contra o comunismo. Caso ela não consiga, ela espalha calúnias contra eles. E acho que ela usa o confessionário, porque ali o padre fica sem defesa por causa do sigilo sacramental. Por isso, se ela aparecer e pedir confissão V. Reverendíssima, não atenda! Agradeci muito a ele. No outro dia uma mulher ligou pra mim pedindo confissão. Perguntei: a senhora é paroquiana minha? Ela não quis dizer de onde era. Só disse que: "não sou daqui". Pedi que ela viesse depois de três dias e marquei a hora e disse que, primeiro gostaria de conversar em particular com ela. Como eu tinha em Campos um grande amigo militar, por sinal capitão, expus pra ele toda esta história. Ele disse que iria combinar tudo com o Serviço Nacional de Informação, SNI. A sacristia era separada da sala dos paramentos com uma cortina, e os agentes do SNI ficaram atrás com os microfones. A estranha mulher chegou na hora exata e parou na porta e perguntou: não tem ninguém aqui para gravar minha conversa? Disse-lhe sem mentir: Fique tranquila e sente-se aqui.
Hoje, com minha longa experiência em exorcismos, tenho certeza que aquela mulher estava possessa. Ela desviou a conversa e não falou nada que pudesse comprometê-la. A não ser pelo demônio ela não podia saber e nem de longe desconfiar de nada.  Mas ao sair foi seguida dos agentes do SNI. O que  se deu depois não sei.

Atendendo os doentes, porém, topei com uma mulher  que me pareceu ser a tal comunista. Mas, como não tinha certeza, fui conversar com ela. Pois bem, ela não quis se confessar, mas suas conversas foram no sentido de me seduzir, e quando começou a me tocar com maldade, virei as costas e sai quase correndo. Mas tive a inspiração de pedir no hospital a prancheta onde estavam os seus dados pessoais. Sendo eu padre e prometendo guardar segredo logo mo cederam.  Só posso dizer que ficou confirmado ser a tal comunista possessa.
Caríssimos, os comunistas que são na verdade ateus, mas vão às missas celebradas por comunistas padres e nela comungam, embora sejam favoráveis à lei do aborto e a tudo o que destrói a família, podem estar certos, estes e estas estão possessos de demônios, espíritos malignos espalhados pelos ares.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, defendei a nossa querida Pátria do Comunismo! Amém!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A RAINHA DO BRASIL

A RAINHA DO BRASIL
                                                                  
                                                                                                                                                  Dom Fernando Arêas Rifan*

            No próximo dia 12celebraremos a Rainha e Padroeira do Brasil. Estaremos, pois, em prece pedindo sua proteção e bênção para o segundo turno das eleições, no difícil momento político e social por que passamos. Que Nossa Senhora Aparecida interceda junto de Deus para que essa eleição seja correta, pacífica e reformadora.
        Que o Brasil, que nasceu católico desde a sua descoberta, cujo primeiro monumento foi um altar e uma cruz, que teve como primeira cerimônia uma Missa, que tem essa Senhora Padroeira, mostre-se digno de tais origens e de tal Patrona, em suas instituições, suas leis, seus governantes, sua política, seus legisladores, sua população e seu modo de viver, na verdadeira justiça e caridade, na ordem e no verdadeiro progresso, na harmonia e no bem comum, na lei de Deus e na coerência com os princípios da fé cristã, base da nossa identidade pátria e princípio de toda a convivência honesta, solidária e pacífica.
        Graves males ameaçam a nossa pátria: a institucionalização do aborto (“nazismo de luvas brancas”, no dizer do Papa Francisco), a implantação da ideologia de gênero, a exaltação da prática do homossexualismo, a erotização da infância e da adolescência, a desconstrução da família natural, a implantação do socialismo e do comunismo, o abandono e a exploração dos pobres e miseráveis, a insegurança, o incentivo à criminalidade, a liberação das drogas e seus males, o desprezo da religião e suas trágicas consequências, etc, enfim, a destruição da civilização cristã e dos seus valores. 
        Quando o nazismo e o comunismo, regimes totalitários, adversários no campo político, mas iguais na mesma luta contra a fé cristã, ameaçavam os povos, o primeiro com uma fé pagã e o segundo com o materialismo marxista, o Papa Pio XI escreveu, em 14 de março de 1937, a encíclica “Mit Brennender Sorge”, contra o Nazismo, que com o seu “provocador neopaganismo” instituía “leis que suprimem ou dificultam a profissão e a prática da fé, em oposição ao direito natural”, e em 19 de março do mesmo ano, escreveu a encíclica “Divini Redemptoris”, contra o comunismo ateu, onde repete as mesmas condenações dos seus antecessores, chamando o comunismo de “doutrina nefanda, contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana”, “peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”. 
      E, referindo-se ao comunismo, Pio XI esperava que, “além de todos aqueles que se gloriam do nome de Cristo, se oponham também denodadamente todos quantos creem em Deus e o adoram, que são ainda a imensa maioria da humanidade’, apelando a eles para que também concorram “para afastar da humanidade o grande perigo que a todos ameaça”; “todos os que não querem a anarquia e o terror devem trabalhar energicamente para que os inimigos da religião não alcancem o fim que tão abertamente proclamam”.  

         *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

ALERTA CONTRA INCONSCIENTES AJUDAS AOS COMUNISTAS



 Primeira coisa que é necessário destacar: Amar os pobres não é odiar os ricos. Demos a palavra a D. Antônio de Castro Mayer, de santa e saudosa memória:
 "Amemos, pois, desveladamente os pobres, sejamos seus protetores, defendamos seus direitos,  - salvando sempre, porém, os direitos das outras camadas da sociedade, porque a felicidade do corpo social está na harmonia de todas as classes, com seus direitos e deveres, e não na supremacia de uma sobre a outra, tripudiando sobre a lei moral.

A laicidade favorece a seita marxista: Nesta mesma ordem de ideias, convém fazer algumas reflexões a respeito do falseamento freqüente dos movimentos destinados a ajudar e defender os operários, trabalhadores rurais, empregados domésticos, enfim, a classe dos que ganham dignamente seu pão com o trabalho assalariado.
Qualquer iniciativa no sentido de elevar essa classe espiritual, cultural e moralmente, é digna de todos os encômios. Assim também os movimentos que se propõem a defesa dos legítimos direitos dela na relações com os empregadores. Há de aqui, porém, levar-se em conta, primeiro, que em tais movimentos, vistos em seu conjunto, jamais se deve recusar a primazia à parte espiritual e moral. Se eles cuidarem apenas da parte econômica, no fundo estarão auxiliando a difusão dos erros comunistas, uma vez que estes afirmam precisamente que são os fatores econômicos os únicos que realizam todo progresso, mesmo cultural e, enquanto não se pode acabar inteiramente com as crenças, até religioso. É isso falso, e uma campanha em prol das classes menos favorecidas da fortuna, que não sublinhasse essa falsidade, estaria indiretamente beneficiando o comunismo. Por semelhante razão, lamentamos profundamente o caráter laico dos nossos sindicatos, quer de empregados, quer de patrões. Posta de lado a influência direta da Religião, resulta impossível resolver os problemas sociais dentro dos quadros da civilização cristã, baseada em valores espirituais aos quais os econômicos devem estar subordinados, como meros auxiliares.

A tendência de igualar as condições de patrões e empregados serve o comunismo: É pelo esquecimento dos valores espirituais que frequentemente as reivindicações operárias descambam para a exigência de uma igualdade absoluta de direitos entre empregados e empregadores. Coisa em si absurda, uma vez que o próprio contrato de trabalho supõe duas situações distintas, cada qual com seus direitos legítimos, não porém os mesmos, pois que se fossem os mesmos nem sequer seria possível contrato. Quando duas pessoas contratam é porque não têm os mesmos direitos; a uma falta o que a outra tem, e o contrato é feito precisamente para que se completem, se auxiliem reciprocamente, ficando ambas satisfeitas, conservando, porém, cada qual, seus direitos. As campanhas a favor dos direitos dos operários, e empregados em geral, com tendência a igualar as situações, servem aos comunistas, cujo ideal é a supressão da diversidade de classes sociais. Eis, pois, um campo em que a defesa de direitos autênticos e até sagrados pode prestar-se, nas condições em que vivemos, à exploração da seita marxista.
Ao cuidar dos operários é preciso marcar bem a função que eles têm na sociedade, função digníssima e deles própria, que bem desempenhada os leva a dar seu contributo indispensável para o bem comum, e que no entanto será fundamentalmente viciada, se, corroídos de inveja porque lhes não coube outra posição mais elevada, vierem a sabotar a tarefa que executam, ou a colaborar em movimentos que provocam a desordem no campo econômico-social. Com semelhante procedimento, eles prejudicariam a sociedade toda, e a si mesmos, espiritual e materialmente.

Sem o concurso das virtudes cristãs nada se fará de útil para os pobres: Não é preciso insistir para que se veja como as reivindicações operárias  -  tão legítimas e simpáticas  - quando feitas nesse espírito ajudam poderosamente a criar ambiente favorável ao comunismo e contrário à civilização cristã. Esta é feita das grandes virtudes sociais, a obediência, a humildade e o amor. Virtudes que falam em desapego e dedicação. Virtudes cujo concurso impede que as reivindicações operárias, por mais categóricas e enérgicas que sejam, se transformem em fator de desordem social. Virtudes que, se vierem a falhar, nem se obterá a salvação eterna, razão por que fomos criados, nem a paz e a prosperidade social, motivo por que existe a sociedade civil. Sem elas domina a inveja, a desconfiança, o ódio, causas da desagregação social, sobre a qual lança o manto negro da tirania, o despotismo moscovita".

(Extraído da CARTA PASTORAL prevenindo os diocesanos contra os ardis da seita comunista, escrita por D. Antônio de Castro Mayer em 13 de maio de 1961).

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O EXEMPLO DE UM PAI E OFICIAL



Reflexões sobre o texto segundo S. João IV, 46-53

Deus é o autor da natureza e da graça. E se serve, ás vezes, de uma e de outra. Segundo o texto supra-citado,  Deus se serve da doença do filho para levar o pai e toda sua família a receber a graça. Assim, geralmente, Deus começa a conversão de alguém pela natureza e termina pela graça.


Tendo sobre este oficial de Cafarnaum desígnios de misericórdia, envia uma doença ao seu filho; e este pai alarmado, temendo perder o objeto de suas mais vivas afeições, parte imediatamente e vai à procura de Jesus. Ele teria permanecido em sua casa, se seu filho estivesse bem de saúde; teria continuado a viver com uma fria indiferença em relação a Jesus, ouvindo falar de Sua doutrina, de Seus milagres, mas não se inquietando nem de ver estes, nem de ouvir aquela. Se ele vem a Jesus é em vista de seu filho e para obter de Jesus que Ele se digne descer à sua casa e curar seu filho. Mas este primeiro passo, embora imperfeito e terrestres os seus motivos, coloca-o ao menos em condição de ver a Jesus, de ouvi-Lo, de receber úteis lições de Seus lábios divinos, mesmo censuras que lhe serão salutares, e, como resultado final, levar aquele pai e toda sua família a crerem em Jesus, não mais como simples profeta, como taumaturgo, mas como o Messias, como o Cristo, e tudo isto com uma fé firme e completa.

 No princípio, na verdade, a fé daquele oficial do rei deixava muito a desejar. Acreditava ele que Jesus pudesse curar seu filho, mas somente se Jesus se aproximasse dele e o tacasse; pensava que esta cura de seu filho não era possível à distância e por um simples ato da Sua vontade; em outras palavras, ele não acreditava que Jesus fosse Deus e como tal capaz de exercer seu poder tão longe quanto se estende Sua imensidade divina, isto é, em todo lugar.  Pede a Jesus que vá a sua casa, pois crê ser esta condição necessária para que Jesus possa realizar o milagre que solicita. E Jesus recusa se render ao pedido do oficial e até faz-lhe uma dura censura em relação a fraqueza de sua fé: "Se não virdes milagres não credes". Talvez também um certo orgulho estivesse aninhado no coração deste vice-rei; talvez pensasse que seu alto posto merecia bem que Jesus se dignasse ir visitá-lo: disposição assaz pouco própria para que merecesse os favores do divino Mestre. Caríssimos, devemos estar lembrados das disposições do Centurião também de Cafarnaum. Disse este a Jesus: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, dizei daqui mesmo uma só palavra e meu servo ficará curado lá em casa!" Que fé e que humildade!

Mas Jesus, em relação ao oficial do rei, não desprezou, o pouquinho de fé que trazia em seu coração. Como Jesus é bom! Malgrado as disposições tão defeituosas deste oficial do rei, Jesus atenderá o seu pedido, só porque este não se revoltou mas recebeu com submissão a correção amarga e pública que lhe fez; também porque perseverou na sua oração: "Senhor, vem antes que meu filho morra". Apesar de aquele oficial não ter a fé suficiente que Jesus pudesse curar seu filho de longe, ou então, ressuscitá-lo, o bondoso Salvador, tocado pela dor deste pai, pela sua humildade embora bem fraca ainda, e sobretudo tocado pela persistência de sua oração, Jesus diz-lhe: "Vai, seu filho está cheio de vida". E assim aconteceu. E a prontidão deste milagre, assim operado de longe, e por uma ordem soberana do Salvador, é uma lição preciosa que instrui o oficial, que esclarece e aumenta sua fé, que lhe mostra que Jesus não é um profeta comum, um simples enviado de Deus quais foram Elias, Eliseu, que curaram  doentes e ressuscitaram  mortos, mas com a ajuda dum poder delegado; não, um tal milagre faz ver que aquele que comanda assim de longe a doença, e sem que se faça mister tocar o doente, é mais que um homem, é Deus, é o Messias esperado, o Redentor do mundo.

"O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu". Obedece a Jesus e vai cheio de alegria e de esperança, impaciente por encontrar curado e passando bem este filho que ele havia deixado recentemente nas garras da morte. Mas eis que seus servidores vêm ao seu encontro para dar-lhe a boa notícia. Uma dúvida, porém, parece ainda preocupar o espírito daquele feliz pai: esta cura teria sido por acaso, isto é, efeito ordinário das forças da natureza? A fé do oficial vai crescendo gradualmente, mas ainda era imperfeita e um tanto fraca. Daí a sua pergunta: A que hora o meu filho doente se achou melhor? Seus servos disseram-lhe: "Ontem pela sétima hora, a febre o deixou. E reconheceu logo o pai ter sido aquela a mesma hora em que Jesus lhe dissera: Vai, porque seu filho está curado, cheio de vida. E então ele acreditou e toda a sua família. Agora sua fé era perfeita e firme. Portanto, não mais com alguma hesitação, não mais com alguma restrição, ele creu que Jesus era o Messias e o Salvador do mundo.

Caríssimos, vemos neste episódio como Deus é bom e misericordioso. Ele se acomoda à nossa fraqueza; Ele toma o pouco que Lhe damos, fecunda-o e fá-lo crescer pela sua graça.

Admiramos, outrossim, o efeito do bom exemplo: esta fé do oficial é tão verdadeira, tão viva que ela se comunica a todos que estão ao seu redor. Toda sua casa, toda sua família acreditou com ele! É uma grande e bela pregação o exemplo dum chefe de família quando ele é verdadeiramente cristão. Nem sua esposa, nem seus filhos, nem seus domésticos puderam resistir a uma fé tão firme! A autoridade que é inerente ao seu título de pai e de oficial do rei, as suas luzes, o seu caráter, impõem a convicção a todos. O pai e, no caso também oficial, feito para comandar, investido de uma porção do poder mesmo de Deus, ele pode  fazer muito bem, quando é fiel à sua missão, quando é, de alguma maneira o sacerdote do lar, cheio de respeito pela religião. E quem não se sentiria atraído por esta influência? Caríssimos, se temos tantas vítimas de drogas, tantos bandidos que assaltam, que cometem os mais horrendos crimes de estupros e assassinatos (inclusive assassinos da verdadeira democracia), se temos leis ímpias como a do aborto, a da união de gays,se temos projetos de lei da ideologia de gênero (que em nosso país só não passou graças as pessoas de bem), e, em alguns países já a lei da eutanásia etc. tudo isto é provocado pelo comunismo que trabalha com ardis para destruir a Família e a Religião. Esta serpente infernal prega a luta de classes, explora os pecados de ALGUNS POUCOS que usam mal o seu direito de propriedade particular, para lançar os pobres contra os ricos.

Caríssimos, estamos nas vésperas das eleições. Todos meus fiéis ou ex-paroquianos sabem que não sou de me intrometer em política. Estamos, no entanto, numa conjuntura histórica de nosso querido Brasil, que talvez sua, por vezes, conturbada história nunca tenha visto. Estamos numa alternativa de vida ou de morte para a nossa pátria extremosamente amada: ou direita contra o comunismo ou esquerda com a comunismo ateu. Ou preservação da família cristã ou (perdoem-me a palavra, porque não encontro outra mais apropriada) a cachorrada do comunismo; ou a ordem e progresso com a direita composta de pessoas de bem, ou o caos mais horrível com o materialismo comunista. Ou o Brasil que as pessoas de bem querem ver, ou uma nova Cuba e uma outra Venezuela. Em uma palavra, ou continuar o Brasil caminhando rumo ao ateísmo ou recomeçar o caminho dos mandamentos de Deus. Assim, nunca a nossa responsabilidade ao votar foi tão grande como neste ano de 2018! E responsabilidade primeiramente diante de Deus cuja existência o Comunismo nega. Depois, responsabilidade diante de nossa Bandeira, na qual não existe vermelho, mas cujo lema tão belo ORDEM E PROGRESSO, nos governos petistas, vem sendo letra morta. Queremos, brasileiros de bem, que a partir de 1º de janeiro de 2019, este belíssimo lema seja uma realidade.

Confesso que não conheço profundamente os candidatos, mas tenho ouvido outros padres fiéis à sua missão de salvar almas, e tenho assistido vídeos de pessoas de competência indiscutível que afirmam que devemos votar em Jair Messias Bolsonaro, 17.

Ó Jesus, que dissestes que seria melhor uma pessoa amarrar uma pedra de moinho ao pescoço e se lançar no fundo do mar, do que escandalizar uma criança, defendei o Brasil do Comunismo! Ó Jesus, o Brasil está agonizante, corroído pelo câncer do PT em vários anos de seu governo. Vem, ó Jesus, antes que o nosso Brasil morra nas garras do Comunismo! O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos! Amém!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

VIDA CRISTÃ É UM ANTÍDOTO CONTRA O COMUNISMO



 Já, de início, devemos estar advertidos de que, máxime nos tempos atuais, não é suficiente a prática da vida cristã comum, ordinária em tempos normais. Os comunistas não teriam levado o Brasil à beira de uma nova Venezuela, se os próprios católicos na sua maioria não houvessem esfriado na sua fé, não tivessem decrescido no fervor com que os discípulos de Jesus Cristo seguiam o exemplo de austeridade e desprendimento do Divino Mestre. Infelizmente, acontece o que diz o Salmo XI, 2: "Salvai-me, Senhor, porque não se encontra um homem de bem, porque as verdades já não são apreciadas entre os homens. Cada um somente diz mentiras ao seu próximo; fala com os lábios dolosos, com coração dúplice".

Donde, caríssimos, vamos procurar seguir os sábios e santos conselhos que nos deu D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, em sua Carta Pastoral prevenindo os seus diocesanos contra os ardis da seita comunista:
  "Atendendo ao pedido que a Mãe das Misericórdias fez com insistência em Fátima, entreguemo-nos à oração e à penitência. Oração e penitência, partes integrantes da vida cristã, constituem remédios particularmente eficazes em situações críticas para a vida do fiel e da Igreja. Elas devem ser intensificadas atualmente, dadas as condições angustiosas em que se encontra a Igreja em muitos países, devido às ameaças cada vez maiores do comunismo bárbaro e ateu. 'Espírito de oração e penitência cristã, recomenda Pio XI (Enc. "Divini Redemptoris", A. A. S. p. 96), porque o comunismo é daquele gênero de demônios que não se expulsam senão pela oração e pelo jejum (S. Mat. 17, 20). Queremos recomendar muito especialmente a consagração das pessoas, das famílias e das paróquias ao Imaculado Coração de Maria. Pelas palavras da própria Mãe de Deus em Fátima, vemos quanto Lhe é agradável esse ato de piedade filial. Consagração que se deve renovar sempre, e deve ser vivida na existência quotidiana, pela austeridade dos costumes, pela prática fiel dos Mandamentos, pela fuga vigilante da ocasiões de pecado, e pela confiança inabalável na proteção da Virgem".
Os comunistas são mentirosos como os demônios e muito poucos católicos conseguem perceber o que intentam os comunistas e muitos que não são preparados para desmascarar os ardis comunistas, vão atrás das alucinantes promessas que fazem. Que estes cristãos, aprendam pelo menos pelos exemplos que têm diante dos olhos: Coréia do Norte, Cuba e Venezuela. Contra fatos não há argumentos. Será que brasileiros que são inteligentes vão acreditar na falácia descarada de Nicolas Maduro: "Os venezuelanos, diz o ditador, estão saindo do país com os bolsos cheios de dólares". E não se esqueçam que Lula era amigo de Fidel Castro e de Hugo Chaves e continua amigo de Maduro.

Os comunistas são contra a família, mas muitos deles para enganar os cristãos, têm suas famílias direitas, pelos menos assim parece. São a favor da imoralidade, mas suas esposas, muitas vezes se vestem melhor do que as esposas de políticos católicos. Muitos se dizem católicos e vão à Missa e até comungam (só não confessam porque, na verdade, se julgam sem pecados, pois não acreditam nos Mandamentos de Deus).  Mas depois que conseguem implantar a ditadura comunista num país, mostram as unhas e o que realmente eles são.

Caríssimos, não preciso dizer mais nada, basta refletirmos que Nossa Senhora em Fátima disse que o Comunismo seria o flagelo da humanidade, caso esta não deixasse de pecar e fizesse penitência.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, sempre defendeu o Brasil do comunismo. Mas, é claro, Ela espera a nossa colaboração. Para Presidente do Brasil  temos só um candidato de direita que é o 17. Não quero dizer que seja um candidato sem defeitos, porque inclusive é divorciado e casado com outra. Mas não temos outra escolha e, no momento, temos que nos livrar do comunismo. Este é o primeiro passo para começar a melhorar o Brasil. Creio que Nosso Senhor e Sua Mãe Santíssima estão dando uma oportunidade para o Brasil sair desta caminhada comunista rumo a uma nova Venezuela. Se os cristãos não colaborarem votando em candidatos da direita, aí seremos castigados pelo comunismo. Que Nossa Senhora Aparecida nos livre disso! Não queremos passar o que os pobres venezuelanos estão passando.  Que a nossa Bandeira Nacional não seja manchada pelo vermelho comunista!

NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL! LIVRAI O BRASIL DO COMUNISMO! Amém!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DOS MOVIMENTOS INFLUENCIADOS PELO COMUNISMO



"Conhecidos a doutrina e os princípios marxistas, será ainda necessário estudar a maneira como os comunistas agem para chegar ao seu ideal  de uma sociedade sem classes (cf. Enc. cit., ibid., p. 70). Em outras palavras, quais as características pelas quais se conhecem os movimentos comunistas, ou os que, embora não sendo tais, servem ao comunismo.
Na impossibilidade de descrever todas estas características, lembremos apenas duas mais importantes e frequentes.
Ódio e intransigência pessoal
A primeira delas é a odiosa intransigência pessoal dos movimentos comunistas. Eles tendem sempre a criar e exacerbar a aversão contra uma classe social cuja existência, segundo a ordem natural das coisas, nada tem de injusto. Como a subsistência dessa classe constitui um empecilho ao triunfo da seita, os comunistas a votam ao extermínio. Pode haver motivos para se condenarem pessoas, sem que, por isso, se falte à justiça e à caridade. O que não é cristão é investir furiosamente contra uma classe sempre tida como legítima e necessária à boa ordem social, como se ela não passasse de um câncer da sociedade, a ser urgentemente extirpado.
Quando, pois, se enceta uma ação contra determinada categoria social, não com base em princípios definidos ou em fatos concretos e comprovados, mas com fundamento em doutrinas vagamente humanitárias e acusações imprecisas, excitando os espíritos à detestação pura e simples da classe em vista, podemos ter certeza de que há nessa campanha o ódio característico dos comunistas, ainda que seus promotores não se confessem tais. Sempre que uma campanha se reveste desse cunho de oposição fanática e incondicional contra uma classe determinada, há nela dedo comunista. E a colaboração que se dê a semelhante movimento é, no fundo, uma colaboração para o triunfo do comunismo.
Demagogia e exagero a propósito de problemas secundários
Além disso, como as campanhas marxistas são determinadas por considerações táticas e não por motivos morais, é muito freqüente não focalizarem elas a injustiça social mais grave, nem a que é mais urgente remediar; ou então não a focalizarem nos seus justos termos. Assim, quando se generaliza uma campanha contra um mal social, uma injustiça, uma situação deprimente, etc., é preciso examinar e ver se o caso posto em foco existe de fato, se apresenta a importância que a campanha lhe atribui, se esta o situa bem no conjunto das atividades sociais, de sorte que se possa afirmar que ela não é movida por um intuito de oposição sistemática, de acirramento de ódios e lutas, mas por uma vontade certa e sincera de corrigir um mal existente. Sempre que não se verifiquem estas características todas, podemos estar seguros de que a campanha envolve o interesse de fomentar a luta de classes, meio de que se utilizam os comunistas, como vimos, para implantar o domínio de sua seita. Colaborar com semelhantes campanhas é colaborar para o triunfo do marxismo.
Exemplo atual: a influência comunista na campanha pró-reforma agrária [Ainda é atual e até mais forte]
Exemplifiquemos co  o que atualmente se observa no movimento a favor da reforma agrária no País. De fato há entre nós injustiças no campo, de fato é preciso melhorar, o mais breve possível, as condições de existência e trabalho do operário agrícola brasileiro. E um movimento que tendo verdadeiramente a esse fim, só pode ser louvado. O que se nota, no entanto, em quase toda a presente campanha em prol da reforma agrária, é um esforço para excitar os espíritos contra a própria estrutura rural hoje existente no Brasil, acusada, sem provas, de responsável pelos males do campo e pela crise econômica nacional; e com essa excitação visa-se a levantar a opinião pública contra os proprietários da terra, sem considerar a inviolabilidade do direito de propriedade e os imensos benefícios que muitos fazendeiros proporcionaram e ainda proporcionam à coletividade." (Extraído da CARTA PASTORAL prevenindo os diocesanos contra os ardis da seita comunista, escrita por D. Antônio de Castro Mayer em 13 de maio de 1961).

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

CONHECENDO A DOUTRINA COMUNISTA



O comunismo, uma seita

Empregamos intencionalmente a palavra "seita". Não deveis pensar, com efeito, que o comunismo seja apenas um partido político. Ele o é, certamente, e suas redes envolvem em muitos países milhares e até milhões de homens e mulheres organizados politicamente, e que servem de núcleo em torno do qual gravitam outros milhares de simpatizantes e colaboradores. Mas, o comunismo é mais do que isso. Ele é uma seita filosófica, que pretende conquistar o mundo todo para sua maneira de pensar, de querer e de ser. Para conseguir semelhante conquista, os comunistas se organizam em partido; mas a arregimentação partidária é apenas um meio, um instrumento para atingir a meta universal.

O que anima a ação da seita marxista e lhe dá energia interna, clareza de fins, coesão e consequência é sua ideologia. Vamos expô-la sucintamente.

Materialismo evolucionista

O sistema comunista é o materialismo levado a suas últimas consequências. Afirma o marxismo que só existe a matéria. Não há Anjos nem demônios; não há alma espiritual nem Deus. O homem é pura matéria. Uma força misteriosa impele esse universo material num processo de desenvolvimento irreprimível, numa evolução irrefreável. Da matéria anorgânica emanou a vida, da planta nasceu o animal. Entre os animais houve um aperfeiçoamento lento e constante, até que apareceu o animal atualmente mais perfeito, cujo cérebro apresenta o mais alto grau de desenvolvimento. Este animal se chama homem. Com o tempo, o mesmo processo produzirá outro ser mais perfeito, pois assim como no passado surgiu o homem vindo do bruto, no futuro deverá surgir um outro ser, um "super-homem", tanto mais perfeito do que nós quanto nós somos mais perfeitos do que o macaco. Esta evolução não tem limites.

Tudo é relativo, inclusive a moral

Sendo assim, nossas ideias são relativas. O que me parece verdade metafísica e moral não tem valor objetivo. É verdade para mim, para meu estado de evolução. Para um ser mais evoluído, não o será. Em uma palavra, não há verdade objetiva. Eu crio a verdade; por conseguinte, crio o bem. Logo, não há metafísica, não há moral. É verdade e é bom o que eu quero que o seja. Não há Deus. Não há ordem natural que me obrigue. Não há direito natural. Não há autoridade legítima.

O homem comunista liberta-se de toda aquela maneira de pensar que tem prevalecido ao longo dos séculos, e estabelece o princípio: a verdade é o que me convém. É bom o que contribui para meu bem-estar subjetivo. Ora, a massa é a soma dos indivíduos, dos "eu" que a compõem. Assim, pois, a expressão máxima do homem é a massa. A massa que mais genuinamente representa o homem puro, autêntico, é a massa proletária. Portanto, o proletariado, a massa pobre dos trabalhadores é o árbitro supremo do bem e da verdade.

Destruição da Igreja, da autoridade, da hierarquia social

Daí se segue que a Religião, a autoridade dos pais e dos patrões, a propriedade privada, a moral obrigatória e imutável são quimeras burguesas que se devem apagar da memória dos cidadãos da "era nova". Igreja, elites sociais, classes tradicionais não têm o menor direito de existir. Céu, vida futura, ascese, santidade são conceitos que nada representam de aproveitável.

Ditadura do proletariado

O homem não deve ter nenhuma preocupação religiosa ou moral. Seu único cuidado deve ser lutar para dar ao proletariado o domínio absoluto da sociedade e proporcionar aos seus semelhantes, reduzidos todos à condição de proletários, o bem-estar na terra.

Luta entre os opostos. "Dialética"

A força metafísica que impele o universo para a perfeição é a luta entre os opostos. Existe nele uma desarmonia constitucional. Do choque dos elementos opostos brota a síntese, a harmonia momentânea. Mas logo aquilo que resultou da síntese encontra outro elemento a que se opõe, e eis de novo uma tese que se defronta com sua antítese para dar origem a uma nova síntese. Este princípio rege o universo. Rege também a sociedade humana. Poder-se-ia deixar que o processo que descrevemos se desenvolvesse em seu ritmo natural. A sociedade lentamente iria realizando suas oposições, à tese contraporia a antítese, daí resultaria uma síntese, e no fim ter-se-ia necessariamente o comunismo. Mas este processo necessário pode ser acelerado. O marxismo ensina a técnica de fazê-lo. É a luta de classes. Descobrindo os opostos, atiça-se a luta entre eles, lançando um lado contra outro. Assim, um processo que naturalmente duraria séculos pode desenvolver-se em poucos anos. É a isso que o marxismo chama "dialética". Joga os pobres contra os ricos, os colonos contra os fazendeiros, os inquilinos contra os senhorios, os pretos contra os brancos, os nortistas contra os sulistas, os nacionais contra os estrangeiros, os leigos contra os Padres,  -  eis alguns exemplos de luta possíveis.

A ciência da Revolução

O comunismo desenvolve uma ciência nova: a ciência da Revolução. Assim, cientificamente promove a luta dos opostos. Tem esta luta dois aspectos: um tático e outro estratégico. Este último consiste em apressar cientificamente a destruição daquelas oposições que, naturalmente, não se destruiriam antes de séculos, primeiro de coexistência, depois, de luta. A ciência da revolução estuda, além disso, o aspecto tático. Entre as muitas lutas possíveis, os dirigentes do comunismo escolhem aquelas que destroem classes e ordens que mais tenazmente impedem o nivelamento total da sociedade.

Igualitarismo completo

O objetivo final dos sectários de Marx é, portanto, o nivelamento total, a abolição das classes, o igualitarismo. Esse igualitarismo é essencial ao comunismo, e é por ser igualitário que ele destrói e suprime o direito de herança, a família, a propriedade privada, as elites sociais, a tradição.

Negação total da Religião Católica

Como acabamos de ver, é pois, por uma razão profundíssima que o comunismo, além de ateu, é revolucionário, violento, cínico, traidor, mentiroso, implacável, imoral, contrário à família e à propriedade. É por isto que ele é intrinsecamente mau, como declarou Pio XI 9cf. Enc. "Divini Redemptoris", ibid., p. 96).

É impossível conciliar o comunismo com o Catolicismo. Ele é uma seita filosófica que nega radicalmente tudo o que o Cristianismo ensina, e destrói o próprio fundamento deste, de todo o direito e de toda a filosofia. É a mais completa negação de Deus (cf. Enc. cit., p. 76).

Paraíso ateu

Desta negação total do bem e da verdade, e da esperança satânica de realizar o paraíso na terra, sem Deus, sem Cristo, sem a Igreja e sem autoridade, provém a força interna, o dinamismo obsedante e diabólico que empolga os comunistas e os faz soldados que não conhecem trégua nem quartel em sua luta para demolir a ordem baseada no bem e na verdade, baseada em Deus e em Cristo, que chamamos de Cristandade.

O partido Comunista

Nessa campanha contra a civilização cristã tem um papel central e preponderante o Partido Comunista. Realmente, ele se arvora em único representante genuíno da massa proletária. De maneira que se arroga, EM CONCRETO,  o poder ditatorial sobre a verdade e o bem que, em tese, o comunismo atribui ao proletariado.

Socialismo, comunismo aparentemente mitigado

Após a exposição da teoria do marxismo, convém dizer uma palavra sobre o socialismo. A realização mais conseqüente deste é o marxismo. Mas, ao lado do socialismo marxista, há variantes que procuram implantar a sociedade igualitária, materialista, sem lançar mão dos recursos brutais que geralmente são preconizados e usados por ele. Essas variantes preferem os meios legais, as transformações lentas, de modo que, num processo mais suave, mas igualmente irreprimível, sejam destruídas as instituições da sociedade sem classes, igualitária, em que o Estado tudo prevê, providencia e domina. Assim, às vezes o socialismo é o próprio comunismo nu e cru. Outras vezes, adotando aspecto pacífico e marcha gradual, ele introduz na sociedade sub-repticiamente o comunismo, e é a ponte, a porta pela qual este penetra na Cristandade. (Excertos da Carta Pastoral de D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, "CONTRA OS ARDIS DA SEITA COMUNISTA). 
NB.: Nossa Senhora profetizou em Fátima que o Comunismo espalharia seus erros pelo mundo todo. É o que verificamos com tristeza. Estudando atentamente as doutrinas comunistas, como acima tão magistral e claramente as expõe D. Mayer, constatamos que, talvez por uma metamorfose ideológica inadvertida, muitos católicos (e até entre os nossos que se creem tradicionais), estão contaminados pela doutrina comunista. Estes católicos desgraçadamente também ajudaram o PT, por vários anos, a levar o nosso querido Brasil ao caos total ou quase. Peçamos a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que nos livre mais uma vez do comunismo. Amém!


sábado, 15 de setembro de 2018

OS ARDIS DA SEITA COMUNISTA



Insinceridade fundamental do "humanitarismo" comunista

"Os comunistas não querem a reparação dos males, das injustiças sociais. O regime que eles aplaudem é a mais tremenda tirania, arvorada em sistema de governo. O que eles desejam é produzir um ambiente de luta, de exacerbação contra as elites. Seu fim imediato é provocar a inquietação social, a desunião dos espíritos. Não os perturba, de modo nenhum, a violação da lei moral. Para eles não existe lei moral (cf. Enc. "Divini Redemptoris, A. A. S., vol. 29, pp. 70 e 76). O que lhes é sobremaneira útil é excitar e manter a luta de classes, luta de extermínio, sem qualquer tentativa de conciliação harmoniosa como quer a Igreja. Eis o que se lê na História do Partido Comunista da URSS, publicação oficial dos soviets: "Para não se enganar em política, é preciso ser revolucionário e não reformista [...]. É preciso seguir uma intransigente política proletária de classe, e não uma política reformista de harmonia de interesses do proletariado e da burguesia, não uma política conciliadora de INTEGRAÇÃO do capitalismo no socialismo" (apud "Itinéraires", de Paris, nº 52, p. 99). Na Encíclica "Divini Redemptoris", por seu lado, Pio XI consigna que o ideal que visam os esforços dos marxistas é exacerbar a luta de classes (A. A. S., vol. 29, p. 70).

A seita comunista oculta ao grande público suas verdadeiras doutrinas

Hoje, a propaganda dos comunistas não apresenta nem sua doutrina, nem seus objetivos de modo claro, patente ao grande público. Fê-lo no começo, ma logo percebeu que assim afastava os povos do marxismo (cf. Enc. ibid. p. 95), tão brutal é a essência deste. Por isso, a seita "mudou de tática, e procura ardilosamente seduzir as multidões, ocultando os próprios intuitos atrás de ideias em si boas e atraentes"  (Enc. cit., ibid. p. 95). É assim que os comunistas, "mantendo-se firmes em seus perversos princípios, convidam os católicos a colaborar com eles, no campo chamado humanitário e caritativo, procurando, por vezes, coisas em tudo até conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja"  (Enc. cit., ibid. p. 95).

Colaborar com as campanhas da seita marxista é fazer-lhe o jogo

De onde se vê que toda colaboração prestada a uma campanha na qual se empenham também os comunistas  -  ainda quando não se apresentem como tais  -  é uma colaboração que se dá à implantação do marxismo. O exemplo doloroso de Cuba nos adverte, e a simples observação da maneira de agir da seita nos convence.

Cumpre distinguir, a esse propósito, entre colaboração mútua e ocasional convergência de esforços. Há colaboração quando católicos e comunistas, trabalhando para o mesmo objetivo imediato, se auxiliam uns aos outros, ou, pelo menos, calam temporariamente o fundamental e recíproco antagonismo em que se encontram. A colaboração redunda sempre em proveito dos marxistas. Pode acontecer, entretanto, que os católicos iniciem uma determinada campanha, e, fortuita ou ardilosamente, os comunistas também se movimentem no mesmo sentido. Haverá então, como adiante veremos, uma convergência de esforços ocasional, que poderá não trazer vantagem para os comunistas, se os católicos recusarem articular qualquer ação com eles, bem como estabelecer com o comunismo um armistício ainda que temporário.

Os asseclas de Marx jamais trabalham senão para favorecer a sua causa. Se há um movimento totalitário no mundo, no qual não se desperdiça força alguma, no qual tudo, absolutamente tudo, é calculado em função do fim colimado, é o dos comunistas. Assim, onde quer que haja ação destes, há aí um interesse do comunismo, e é infantil pretender desviar-lhes a atividade, uma vez que o comunista, enquanto permanece tal, não abandona seu ponto de mira, e habitualmente não se engana nos seus cálculos. Não por outro motivo condenou Pio XI qualquer colaboração com os marxistas.

... mesmo quando ela propõe planos conformes à doutrina católica

Ainda mesmo quando eles propõem  -  o que o Papa [Pio XI] prevê  -  "projetos em todos os pontos conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", ainda nesses casos (e, atendendo-se ao espírito da "Divini Redemptoris", mais especialmente nesses casos, "NÃO SE PODE PERMITIR EM CAMPO ALGUM A COLABORAÇÃO RECÍPROCA COM O COMUNISMO" (Enc. cit. ibid., p. 96). A proibição de Pio XI é categórica, e não admite exceções: é preciso que não haja colaboração recíproca em nada  -  NULLA IN RE  -  com esta seita execrável.

E a razão é que, quando os comunistas aliciam os católicos, à sua maneira, isto é, com "projetos em todos os pontos conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", eles nada mais fazem do que preparar uma armadilha, porquanto, como diz o Papa, procuram "ardilosamente seduzir as multidões, ocultando os próprios intuitos atrás de ideias em si boas e atraentes" (Enc. cit., ibid., p. 95).

De toda essa lição de Pio XI se deduz que os fiéis que se unem aos comunistas na busca de objetivos inteiramente "conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", caem numa cilada e colaboram para a implantação do comunismo no mundo."  (EXCERTOS DA CARTA PASTORAL PREVENINDO OS DIOCESANOS CONTRA OS ARDIS DA SEITA COMUNISTA escrita por D. Antônio de Castro Mayer [de saudosa e santa memória] em 13 de maio de 1961).

NB.: Em próximo post veremos como D. Mayer mostra em que consiste a doutrina comunista.