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sábado, 17 de janeiro de 2015

UM PLANO EM GRANDE PARTE REALIZADO, MAS NUNCA PREVALECERÁ

  Em Nápoles no ano de 1869 houve um Anti-Concílio celebrado pelos maçons especialmente para fazer oposição ao Concílio Vaticano I (1870). Este Anti-Concílio promulgou, entre outras, as seguintes declarações:
         "Os abaixo assinados, delegados de várias nações, do mundo civil, reunidos em Nápoles para tomarem parte nos trabalhos do Anti-Concílio, afirmam os princípios seguintes: "Eles proclamam  a livre razão contra a autoridade religiosa; a independência do homem contra o despotismo da Igreja e do Estado; a solidariedade dos povos contra a aliança dos príncipes e dos Padres; a escola livre contra o ensinamento do clero... Os livres pensadores de Paris assumem a obrigação de empenhar-se e de trabalhar para abolir pronta e radicalmente o catolicismo e para solicitar o seu aniquilamento por todos os meios compatíveis com a justiça; compreendendo no número de tais meios a força revolucionária". ( Livro "Um cristão católico" 203, 204).
   Noventa e nove anos depois, ou seja, em 1968, a Revista parisiense "l'Humanisme" do Grande Oriente de França escreveu abertamente: "Entre os pilares que desmoronam mais facilmente, assinalamos a autoridade doutrinária, a infalibilidade, que se considerava firmemente fundamentada pelo Concílio Vaticano I e que agora mesmo tem de suportar as tempestades das pessoas casadas após a publicação da encíclica "Humanae vitae"; a presença real eucarística, que a Igreja conseguiu impingir às massas da Idade Média e que desaparecerá com o avanço das intercomunhões e intercelebrações dos padres católicos e dos pastores protestantes; o caráter sagrado do sacerdote, que provém da instituição do sacramento da ordenação sacerdotal e que cederá lugar a uma escolha por tempo limitado; a distinção entre a Igreja docente e o clero preto (de batina preta, sem graus "vermelhos") ou baixo, a partir de quem o movimento parte agora da base (!) como em qualquer democracia; o desaparecimento gradual do caráter ontológico e metafísico dos Sacramentos e então imediatamente a morte da confissão, depois que o pecado se tornou, em nosso tempo, um conceito completamente anacrônico, que nos foi legado pela severa filosofia medieval, como herança do pessimismo bíblico". ( Livro "Le Complot, p. 109, autor: Virion) No mesmo livro, p. 104 está o ponto culminante da citação do "L'Humanisme": "Se ruírem as estruturas tradicionais, seguir-se-á todo o resto. A Igreja não previu uma contestação desse tipo; e já não está mais, de forma nenhuma, preparada para receber e assimilar o espírito revolucionário...  Não é o cadafalso que aguarda o Papa, mas sim o erguimento das igrejas locais, que se organizam democraticamente, que rejeitam barreiras entre clérigos e leigos, que criam o seu próprio dogma e que vivem em completa independência com relação a Roma".
   Caríssimos e amados leitores certamente notastes bem esta frase: "Se ruírem as estruturas tradicionais, seguir-se-á todo resto". É mister que os tradicionalistas estejam sempre muito unidos e firmes sem a menor concessão a qualquer novidade modernista. Firmes, sobretudo na fé, nas palavras do Divino Mestre: "As portas do inferno nunca prevalecerão contra Igreja". A Santa Madre Igreja foi invadida pelos inimigos, e eles, por ora,  dominam mas não prevalecerão. A Igreja é divina.