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sábado, 27 de fevereiro de 2016

A SANTA MISSA - Pergunta e Resposta

  LEITURA MEDITADA - Dia 27 de fevereiro


PERGUNTA: NA EPÍSTOLA AOS HEBREUS, X, 26 SÃO PAULO DIZ: "Se nós pecamos voluntariamente depois de ter recebido o conhecimento da verdade, JÁ NÃO RESTA MAIS HÓSTIA PELOS PECADOS". Assim sendo a Santa Missa não pode ser Sacrifício Propiciatório.

   RESPOSTA: Primeiramente, ninguém se desespere antes de ler a resposta. Esta é uma objeção bem à protestante, isto é, fazer uma objeção retirando a frase de seu respectivo contexto. Por isso para responder esta objeção temos que fazer o certo: colocá-la no seu respectivo contexto. Pois bem!
    São Paulo que é um hebreu, falando na sua Epístola também AOS HEBREUS, se refere àqueles que abraçam o Cristianismo  e depois caem na apostasia voltando ao judaísmo. Ele exorta os cristãos a permanecerem fiéis à sua fé NÃO ABANDONANDO A NOSSA CONGREGAÇÃO COMO É COSTUME DE ALGUNS (Hebr. X, 25), porque se assim procedem de caso pensado, de propósito, deliberadamente, só poderão esperar a condenação, uma vez que no judaísmo não encontrarão mais a remissão dos pecados. Antigamente, isto é, antes de Jesus Cristo morrer na Cruz, havia na Religião Judaica os sacrifícios que se ofereciam pelos pecados e estes sacrifícios vêm descritos no Livro do Levítico, capítulos IV a VII. Tais sacrifícios ordenados por Deus serviam de fato para remissão dos pecados, não pelo seu valor em si, mas porque prefiguravam  o sacrifício redentor de Cristo e dele tiravam a sua eficácia. Agora, porém, após a morte de Jesus Cristo, tudo isto passou, porque já não é mais o tempo das figuras e sim o da realidade; esses sacrifícios judaicos não vigoram mais; não resta mais HÓSTIA pelos pecados. Para os que rejeitam a Cristo, ABANDONANDO A NOSSA CONGREGAÇÃO, ISTO É, A SUA VERDADEIRA IGREJA, não existe propiciação, mas sim, conforme continua São Paulo, uma esperança terrível  do juízo e o ardor do fogo que há de devorar os adversários. Se alguém violar a lei de Moisés, sob a deposição de duas ou três testemunhas, morre sem remissão alguma; imaginai vós quantos maiores tormentos merecerá o que tiver considerado como profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e tiver ultrajado o Espirito da graça? (Hebreus, X, 27 a 29).
   Isto acontece com os que se afastam do Salvador, afastando-se por culpa própria (não de boa fé ou por ignorância) de sua Verdadeira Igreja. Mas para os que estão unidos a Cristo pela fé legítima, ainda existe a Vítima, a Hóstia de Propiciação pelos nossos pecados: é Jesus Cristo, o qual não morre porque é eterno, vivendo sempre para interceder por nós (Hebreus VII, 25). E, como já provamos, o Sacrifício da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A MISSA: Perguntas e Respostas

LEITURA MEDITADA - Dia 26 de fevereiro



PERGUNTAS: Fizeram-me mais duas perguntas sobre a Missa: 1ª - Em que momento se realiza o Calvário?
2ª - Em que momento da Missa tem início a Paixão de Jesus?
Pelo que pude entender, a primeira pergunta seria para saber qual a essência da Missa, ou melhor, em que parte da Missa estaria apresentado de novo o Sacrifício do Calvário?
Resposta: A Missa é, por natureza, uma representação real e viva do Sacrifício do Calvário. A teologia ensina que é a Consagração que representa a oblação de Cristo na Cruz, pelo fato de tornar sacramentalmente presente a Nosso Senhor Jesus Cristo e em estado de Vítima. Assim sendo, a essência do Sacrifício da Missa consiste pois em que o ato da Consagração  REPRESENTA SACRAMENTALMENTE o sacrifício sangrento da Cruz. Com efeito, a fórmula da Consagração separa sacramentalmente o Corpo do Sangue, e por isso representa, sacramentalmente, a morte do Senhor.
   Resposta à segunda pergunta: Primeiramente devemos estar lembrados que a Missa propriamente se inicia com o Ofertório que é uma preparação para o Sacrifício que vai se realizar na Consagração. A parte que vai das orações ao pé do altar até o Credo é chamada em latim "ante Missam" que quer dizer: "antes da Missa". Portanto não é ainda a Missa; é uma parte de orações e instruções como preparação para a Missa propriamente dita, que é chamada Missa dos Fiéis, enquanto a ante-missa é chamada missa dos catecúmenos. Agora na Missa propriamente dita, há as várias cerimônias para lembrar a Paixão de Jesus. Diz Santo Tomás, que, assim como a Paixão de Jesus se efetuou em várias etapas assim também os sinais da cruz que são feitos representam estas etapas da Paixão. Isto já foi explicado na postagem em que Santo Tomás explica as cerimônias da Missa. A Paixão de Jesus é consumada com a Sua morte na Cruz, e é representada sacramentalmente, como vimos acima, pela consagração, em separado, do pão e do vinho.
   Devemos estar lembrados que a Santa Missa tem mais uma parte que lhe é integrante: a Comunhão. O que não houve no Calvário. Não há Missa sem comunhão, ao menos da parte do sacerdote. Pela Comunhão nos unimos á própria Vítima e por ela ao próprio Deus. O fim que Nosso Senhor se propôs ao instituir a Eucaristia é incorporar-nos n'Ele, para que COM ELE, POR ELE E n'ELE possamos glorificar a Deus e unir-nos às três Pessoas Divinas.