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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ SEM AS OBRAS DA LEI - ( 3 )

112.  LEI MOSAICA.

   Aos judeus, antes da vinda de Cristo, Deus impôs pela revelação a sua lei. Aquelas obrigações da lei natural (não matarás, não furtarás, honrarás pai e mãe, não levantarás falso testemunho, não adulterarás, etc.) Deus as impõe claramente nos 10 mandamentos.

   Mas, além disto, há muitas outras determinações que os judeus tinham que observar, porque lhes foram impostas por Deus. Não vamos aqui citar todas estas prescrições, porque seria muito longo, mas daremos alguns exemplos.

   A lei foi dada por intermédio de Moisés. Mas já antes de Moisés, desde o tempo de Abraão, Deus havia preceituado a circuncisão ao seu povo: Disse mais Deus a Abraão: ... Eis aqui o meu pacto que haveis de guardar entre mim e vós, e a tua posteridade depois de ti: todos os machos dentre vós serão circuncidados, e vós circuncidareis a carne do vosso prepúcio, para que seja o sinal do concerto que há entre mim e vós (Gêneses XVII-9 a 11). O macho que não tiver sido circuncidado na carne do seu prepúcio, será aquela alma apagada do seu povo, porque tornou írrito o meu pacto (Gêneses XVII-114).

   Havia, na lei mosaica, a proibição de comer certos animais considerados imundos: Não comais  o que é impuro. Estes são os animais que deveis comer: O boi, a ovelha, a cabra, o veado, a corça, o búfalo, a cabra montês, o unicórnio, o orige, o camelo pardal. Comereis de todo o animal que tenha a unha fendida em duas partes, e que rumina. Não deveis, porém, comer dos que ruminam, mas não têm a unha fendida como são o camelo, a lebre, o querogrilo; estes porque ruminam, e não têm a unha fendida; serão impuros para vós. O porco também será para vós impuro, porque embora tenha a unha fendida, não rumina; não comereis das suas carnes, nem tocareis nos seus cadáveres. De todos os animais que vivem na águas, comereis estes: comei os que têm barbatanas, e escamas; mas não comais daqueles que não têm barbatanas nem escamas, porque são impuros. Comei de todas as aves que são puras. Não comais das impuras, como são a águia, o grifo, o esmerilhão, o ixião, o abutre, o milhano, segundo a sua espécie; todo o gênero de corvos, o avestruz, a coruja, a gaivota, o açor segundo a sua espécie; a cegonha, o cisne, o íbis, o mérgulo, o porfirião, o bufo, o onocrótalo, o carádrio, cada um na sua espécie; a poupa também e o morcego. E tudo o que anda de rastos e tem asas será imundo e não se comerá (Deuteronômio XIV-3 a 19).

   Havia a proibição de comer o sangue dos animais: Qualquer homem da casa de Israel e dos estrangeiros que peregrinam entre eles, se comer sangue, obstinarei eu o meu rosto contra a sua alma e exterminá-la-ei do seu povo, porque a vida do animal está no sangue (Levítico XVII-10). Qualquer homem dos filhos de Israel e dos estrangeiros que moram entre vós que tomar, em caça ou laço, fera ou ave daquelas que é lícito comer, derrame o seu sangue e cubra-o com terra (Levítico XVII-13).

   Eram proibidas as vestes com certas misturas de tecidos: Não te vestirás de coisa que seja tecida de lã e de linho (Deuteronômio XXII-11). 
             
   Havia determinações especiais sobre a purificação da mulher que dá à luz (Levítico capítulo XII).

   Havia obrigação de celebrar com ritos especiais as solenidades dos Pães Ázimos, das Semanas e dos Tabernáculos (Deuteronômio XVI-1 a 17).

   São exemplos de prescrições, dentre muitas, que havia para os judeus, as quais não vigoram mais, agora que estamos sob a lei de Cristo. 

No próximo post veremos justamente a LEI DE CRISTO. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capítulo Sexto: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ SEM AS OBRAS DA LEI - ( 1 )

   110. DOIS TEXTOS DE SÃO PAULO.

   Dizem os protestantes que São Paulo nos ensina a salvação pela fé sem as obras, nos dois textos seguintes:
    Sabemos que o homem não se justifica pela OBRAS DA LEI, senão pela fé de Jesus Cristo (Gálatas II-16).
   Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé SEM AS OBRAS DA LEI (Romanos III-28).

  Toda a confusão dos protestantes reside precisamente nisto: se São Paulo aí fala em OBRAS DA LEI, não se refere à lei de Deus, expressa nos 10 mandamentos, os quais fazem parte integrante da lei de Cristo, e seria na realidade um escândalo e uma aberração Paulo mostrar a inutilidade da lei de Cristo para a justificação do homem, dizer que a observância da lei de Cristo não torna ninguém justo diante de Deus. São Paulo se refere à LEI MOSAICA,  a qual foi abolida depois da morte do Redentor, logo que começou a ser pregado o Evangelho. Fala das OBRAS DA LEI MOSAICA,  as quais, como observa Cornely, nenhum católico jamais incluiu entre as disposições necessárias para a justificação. 

   Lei é um termo usado tanto para significar lei civil, como lei divina. Trata-se aqui, é claro, da lei divina.

   Neste sentido de lei divina, isto é, lei emanada de Deus, lei que é preciso observar para ganhar a salvação  pode-se tomar esta palavra em 3 sentidos: lei natural, lei mosaica, lei de Cristo. 

Se Deus quiser, vamos explicar estas três espécies de lei, em três posts seguintes.