domingo, 11 de dezembro de 2016

NECESSIDADE DA CONFISSÃO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Todo pecado ofende a Deus. Como ensinou o próprio Jesus Cristo, Nosso Senhor: toda a Lei se resume em dois mandamentos, ou seja, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Assim, mesmo quando a ofensa é feita ao próximo, ofende a Deus, porque Ele quer que amemos o próximo, pois, todo homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e todos somos destinados por Nosso Pai do Céu para a felicidade no Paraíso.

Assim sendo, devemos dizer que Deus é o ofendido pelos pecados dos homens, quer sejam diretamente cometidos contra Deus, como acontece quando são desobedecidos os três primeiros mandamentos, quer sejam indiretamente, como acontece quando são desobedecidos os outros sete mandamentos que se referem diretamente ao próximo. É sempre Deus ofendido pelo pecado.

Ora, só àquele que recebeu a ofensa cabe o poder de perdoar e também de determinar a penitência. Só Deus pode colocar as condições para que Ele possa perdoar. Pois bem! Para nos perdoar, Deus exige que confessemos nossas faltas aos seus ministros, aos padres. A confissão é, pois, necessária e obrigatória para todos os fiéis que perderam a inocência do batismo por qualquer pecado mortal. Muito gente pensa que se perde o inocência só com o pecado mortal contra a castidade. Na verdade, a Teologia ensina que inocência depois do batismo  consiste em conservar a graça santificante nele recebida. E esta graça se perde com qualquer tipo de pecado mortal, mesmo por pensamento e desejo. Só para dar um exemplo: quem aceitasse consciente e voluntariamente um desejo de roubar uma coisa de maior valor, já teria cometido um pecado mortal, e, portanto, com este pecado teria perdido a inocência batismal. Popularmente só se emprega inocência para significar  o desconhecimento de toda malícia no que se refere à pureza. Daí o povo dizer que uma criança perdeu a inocência quando conhece e faz algum pecado contra a castidade. Na verdade, perde-se a inocência batismal quando se cometem estes pecados e/ou qualquer outro tipo de pecado mortal. Inocência, portanto, teologicamente falando, é a conservação da graça santificante recebida no batismo. E neste sentido, esta inocência é privilégio de poucos.

O Sacrossanto Concílio de Trento ensina: "Se alguém disser que a confissão sacramental não é necessária por direito divino, para a salvação: seja anátema. E diz ainda: O Sacramento da Penitência é tão necessário para a salvação daqueles que perderam a inocência batismal, como o batismo o é para aqueles que o não receberam. Como já tivemos ocasião de explicar, é neste sentido que o Sacramento da Penitência é chamado "a segunda tábua de salvação depois do naufrágio". Diz São Bernardo que "depois do batismo, não há nenhum outro remédio para o pecador senão a confissão".

Este remédio divino, como já o provamos, Nosso Senhor Jesus Cristo no-lo deu quando disse aos Apóstolos: "Os pecados serão perdoados àqueles a quem vós os perdoardes", e ainda disse: "tudo que desligardes na terra será desligado nos céus".


Caríssimos, queremos, pois, obter o perdão de nossos pecados? Confessemo-los a um sacerdote que tenha a devida jurisdição. Queremos livrar nossa alma das correntes do pecado e do demônio? Não há outro meio senão a confissão. Ela é necessária ou menos em desejo, como já explicamos no caso de arrependimento perfeito, e é impossível fazê-la em realidade. 

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