quarta-feira, 7 de junho de 2017

O CORAÇÃO DE JESUS NAS BEM-AVENTURANÇAS (I)

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
7º dia de junho

Vamos, com a graça de Deus, contemplar este tesouro incomparável de sabedoria e de verdadeira felicidade emanado do Coração do Divino Mestre. Sentado na grama, Jesus abre a boca e ensina: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus". O Coração cheio de bondade de Jesus quer iniciar o seu sermão mostrando onde se encontra a verdadeira felicidade. O homem antigo, mesmo no povo de Israel, procurava a riqueza, o gozo, a estima, o poder, e considerava tudo isto como a fonte de toda felicidade. Nosso Senhor Jesus tira-os desta ilusão e mostra outro caminho a ser trilhado. Exalta a pobreza, a doçura, a misericórdia, a pureza e a humildade. Deixava claro a todos a distância infinita entre os pensamentos dos povos do Testamento Velho e as virtudes cristãs do Novo. Jesus Cristo modelo perfeito de todas as virtudes, coloca o amor da pobreza e a humildade como base de seu sermão. Aliás, como diz São Paulo: "Sendo rico, fez-se pobre, para com sua pobreza nos pudesse enriquecer a todos". E na verdade, a pobreza aceita com resignação e até com alegria para imitar a Jesus, torna o homem mais expedito e pronto para correr no seguimento do Divino Mestre. Jesus inicia o seu sermão com esta bem-aventurança porque, na verdade, ela serve de fundamento a todas as outras que vêm depois. Com efeito a pobreza aceita com espírito reto de imitar a Jesus é útil em sumo grau para adquirir as virtudes expressas nas outras bem-aventuranças. Ao pobre é mais fácil ser manso, moderado, humilde, e sacrificar-se como vítima à justiça, ter um coração misericordioso, um coração puro, manter-se em grande paz entre as vicissitudes e turbulências do gênero humano.  Aqui entendemos também como "pobres de espírito" aqueles que, embora, tenham riquezas, não têm nenhum apego a elas, e usa-as para praticar a esmola, e ajudar as obras pias da Igreja.


"Bem-aventurados os mansos porque eles possuirão a terra". Nosso Senhor Jesus Cristo é o modelo perfeito de todas as virtudes, mas quis ressaltar a sua doçura e humildade: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e assim encontrareis descanso para as vossas almas". A mansidão deve brotar de um grande amor para com Deus, que leve a suportar de boa vontade qualquer ofensa. É uma virtude cristã e heroica. Jesus certamente aludiu a este grau heroico da mansidão, no qual se encontra certamente a verdadeira paz, o verdadeiro descanso. A mansidão deve ser para nós uma virtude de predileção porque nos torna semelhantes a Jesus Cristo, nos preserva de infinitos perigos de pecar enquanto nos preserva da ira e da vingança. Também é uma virtude que nos fornece uma magnífica disposição para aquela graça que nos facilita a prática do bem, mantendo-nos numa grande tranquilidade. O Coração manso de Jesus conquista o nosso coração; e nós também conquistaremos os corações dos homens pela mansidão. Logicamente esta bem-aventurança se segue a primeira, porque não ficaria bem ver um pobre de espírito, altaneiro, rígido, briguento e insolente. Se alguém é pobre de vontade deverá gostar de ser desprezado, como Jesus Cristo foi desprezado por ser pobre. Só o humilde será manso, porque o orgulhoso nunca conseguirá conter o ímpeto de seu furor. Caríssimos, pensemos muitas vezes nos ofensas que fizemos a Deus, e, então, tendo concebido um santo ódio contra nós mesmos, não só gostaremos de ser desprezados, mas nos admiraremos como todos não nos desprezam. Amém!

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