sexta-feira, 16 de junho de 2017

O CORAÇÃO DE JESUS EM ALGUNS FATOS DE SUA VIDA PÚBLICA

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
16º dia de junho

Caríssimos, contemplemos agora, embora brevemente, alguns rasgos da inefável e terna caridade do Coração de Jesus.

Certa vez o divino Mestre caminhava perto do mar da Galileia e subiu a um monte e ali sentou-se. Grande multidão seguira-O. Traziam cegos, mudos, paralíticos, e muitos acometidos de outras enfermidades. Puseram todos estes doentes perto de Jesus. Ele, movido de compaixão, curou-os a todos.

Feitas estas curas, levantando os olhos, avistou uma imensa multidão, que O seguia, despreocupada do alimento corporal e ávida sobretudo por alimentar suas almas com a doutrina celestial do Mestre divino. Diante deste espetáculo de devotamento e de fé, o Coração de Jesus enterneceu-se e disse aos seus discípulos: "Tenho compaixão desta multidão de gente; porque há três dias que estão comigo, e não têm o que comer; e se os mando para suas casas em jejum desfalecerão pelo caminho, porque alguns deles vieram de muito longe. E lemos no evangelho de S. Mateus XV, 32 e Marcos VIII, 2 e seguintes que tendo mandado que todos se sentassem no chão, realizou o estupendo milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, e, assim, matou a fome corporal também daquele povo. Que bondade e ternura do Coração de Jesus!

Meditemos em outro fato que S. Lucas narra no seu evangelho capítulo VII, 11-15: Jesus estava a caminho de uma pequena aldeia chamada Naim. Jesus Cristo ia acompanhado dos seus discípulos e de uma grande multidão. Próximo já da porta da cidade, encontram-se com um enterro. O morto era filho único de um pobre viúva. A mãe, mergulhada em profunda dor, derramava abundantes lágrimas. O Coração de Jesus, a vista daquela mão lagrimosa, comoveu-se profundamente. "Não chores", disse-lhe. Saída esta frase de quaisquer outros lábios, não teria sentido, mas dos lábios do divino Salvador, era uma esperança certa não só de consolo mas de alegria. Só Jesus podia estancar as lágrimas de uma mãe enlutada, porque só Ele podia restituir a vida. E foi o que fez logo a seguir. Abeirando-se do féretro, disse: "Jovem, levanta-te". E logo se levantou o morto e começou a falar. E Jesus entregou-o a sua mãe. Contemplemos a alegria do Coração de Jesus em ver aquela mãe tão feliz abraçada ao seu querido filho, o único arrimo e a maior alegria de sua vida.

Cena comovente com certeza seria Jesus chorando. E por duas vezes são relatadas as lágrimas de Jesus Cristo: sobre Jerusalém e junto ao túmulo de Lázaro. Do alto do Monte das Oliveiras, na última visita que faria a cidade de Jerusalém, ao avistar lá de cima toda cidade, e ao ver com espírito profético o terrível castigo que esperava esta cidade ingrata e que cometeria o maior crime possível sobre a terra, isto é, o deicídio, Jesus começou a chorar. E disse qual a razão de suas lágrimas: "Se ao menos neste dia, que te é dado, tu também conhecesses o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque virão para ti dias em que os teus inimigos se cercarão de trincheiras, te sitiarão, te apertarão por todos os lados, derrubarão por terra a ti e aos teus filhos, que estão dentro de ti e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada" (S. Lucas VII, 11-1).


Quanto às lágrimas de Jesus junto ao túmulo de seu amigo Lázaro de Betânia, fala-nos o evangelista S. João no capítulo XI, versículos de 33 a 36: "Jesus, porém, vendo-a [Maria] chorar, a ela e aos judeus, que tinham ido com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se, e disse: Onde o pusestes? Eles responderam: Senhor, vem ver. Jesus chorou. Disseram por isso os judeus: Vejam como ele o amava". E nós também exclamamos: que imensa ternura e amabilidade neste Coração divino! Amém!

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