segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A CONFISSÃO É REMÉDIO CONTRA O ORGULHO E O DESÂNIMO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Sabemos, caríssimos, como o orgulho, a pusilanimidade e o desespero são funestíssimos na vida espiritual do homem.  Com a graça de Deus, veremos  como a Confissão sacramental é, por sua vez, um excelente remédio para estes males.

O orgulho é a fonte de todos os vícios e de todos os pecados. Cometendo pecado o homem se revolta contra Deus e diz, se não de boca, ao menos pelas suas obras: " Não servirei a Deus!" Como Lúcifer, parece dizer que será igual ao Altíssimo (Cf. Isaías, XIV, 14). E sabemos que o orgulho só se pode curar pela humildade e esta só se pode adquirir pela humilhação. Mas sabemos que o ato mais humilhante para o homem decaído é a acusação franca e completa de suas obras, de suas palavras, de seus pensamentos e de seus desejos culpáveis. Pois bem, a confissão é esta acusação. Portanto, de todos os meios o mais eficaz para quebrar o orgulho, é a confissão. Por isso mesmo Tertuliano chama a confissão "a arte de humilhar o homem". E se o pecado entra na alma pelo orgulho, dela deverá sair pela humildade. Isto é feito sobretudo pelo sacramento da Confissão.

O desânimo é outra fonte de faltas. O infeliz que acaba de pecar sabe que manchou sua alma e que não é mais filho de Deus. Desonrado aos seus próprios olhos, não penetra no seu íntimo sem se envergonhar.  O demônio, que não dorme, para o reter em suas correntes, representa-lhe de modo exagerado a enormidade de sua falta, a vergonha que dela resulta, a dificuldade de receber o perdão, a impossibilidade de readquirir a virtude. Eis, que se torna triste, pesado a si mesmo e aos outros. Cai sobre o infeliz uma espécie de depressão. Logo desanima e novas recaídas se seguem. Judas Iscariotes, vendo que Jesus se deixara prender e fora condenado, se arrependeu e sentiu necessidade de ir até aos Príncipes dos Sacerdotes devolver as 30 moeda. Então disseram-lhe: Agora, arranja-te, que te vire! Ah! se o Iscariotes tivesse se ajoelhado diante de Jesus e pedido perdão! Seria perdoado na hora, e retornar-lhe-ia a paz. Mas como não o fez, e, diante da repulsa dos Sacerdotes da Antiga Lei, se desesperou e suicidou-se.


Quando uma alma cai, é necessário o quanto antes reanimá-la. Ora o meio mais eficaz para isto é justamente a confissão. Na verdade, quando o pecador cai e logo é curado da doença secreta que o consumia, torna-se outro homem. Sente-se renovado e parece que a vida recomeça para ele. Daí resulta uma coragem e um ardor de que não se sentia mais capaz. Romper com um passado infeliz, recomeçar a vida, isto é para ele de uma importância sem par. É o que o salva do desânimo e deste suicídio moral que consiste em não mais lutar contra o mal, e de precipitar-se de olhos fechados no abismo aberto aos seus pés.  Com esta renovação de vida, a alma vê reentrar nela a paz, a serenidade, alegria e a felicidade. O remorso a despedaçava quando estava sob o jugo do pecado; o confessor, que ali está no lugar de Jesus, lhe disse: "Filho, vai em paz, que Deus o abençoe!" A alma não duvida da verdade dessa sentença redentora; sabe que está reconciliada com Deus e tornou a ser sua amiga; esta suave segurança expulsou de sua alma todo o medo e toda a inquietação. Que felicidade para o homem ter a seu lado um tribunal onde sabe, com certeza que pode receber o perdão de suas faltas!  

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