quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE, MAS MOSTRA-O

   O fato que primeiro vamos contar foi ocorrido em Brasília há muitos anos atrás.
   Uma freira, vestida em trajes mundanos, queixou-se a um policial de que estava sendo importunada por um galanteador que a seguia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:
   Policial -  O que é que a senhora quer que eu faça?
   Freira  -   O senhor é uma autoridade, portanto é de sua obrigação tomar providências.
   Policial -  Como é que a senhora sabe que eu sou um policial?
   Freira  -   Pelo seu uniforme, é claro!
   Policial -  Pois a senhora use o seu hábito religioso, que é o seu uniforme, e ninguém ousará importuná-la.
   
"A BATINA É O UNIFORME DA MILÍCIA SANTA"
Santo Antônio Maria Claret.

   Agora vou contar um fato sobre a batina, ou melhor, sobre a falta da batina, fato este que também se deu há muitos anos, mas que infelizmente é de aplicação bem atual.
  
O BISPO E A BAILARINA
   Com este título o jornal "A Província do Pará" de 13 de setembro de 1977 publicou a seguinte nota:
   "Um espetáculo totalmente inesperado foi assistido pelos espectadores que participaram da apresentação, sexta feira última, do Holiday on ice, quando uma das bailarinas ao terminar seu número, sentou-se ao colo de D. Alberto Ramos, cobrindo-o de beijos.
   A maior surpresa foi do próprio arcebispo que corado e constrangido, ficou visivelmente incomodado com a inesperada demonstração de carinho da jovem e bonita integrante do balé de gelo. A atitude da jovem, é bom deixar claro, não teve nenhuma intenção desprimorosa, já que a "cena" é feita por ela, ao fim de cada espetáculo, com os espectadores da primeira fila. O que deve ter levado a jovem a cometer a "gaffe" foi o fato de estar D. Alberto Ramos trajando uma roupa de passeio, e por isso mesmo se confundindo com os espectadores comuns".

 Estivesse revestido de sua batina, este bispo, que por sinal não era dos piores, teria evitado um escândalo dessa natureza. A bailarina que se sentou ao seu colo certamente teria respeitado a sua condição de religioso. Talvez, se ele não deixasse a batina, nem lá iria. 

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