quarta-feira, 11 de maio de 2022

15 MINUTOS DE MEDITACÃO SOBRE OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO PARA OS 5 PRIMEIROS SABADOS

 1° Mistério Gozoso - Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo: fruto = humildade. O Verbo, o Filho Unigênito de Deus, pelo qual foram criadas todas as coisas, porque é Deus com o Pai e o Espírito Santo, ocultando suas grandezas, desce como q 3 degraus até às últimas humilhações: faz-se homem, (abaixo dos http://anjos), toma a forma de servo, toma a semelhança da carne do pecado (embora sem pecado), tudo isso é expresso numa palavra= ANIQUILOU-SE! Que humildade!!!

Humildade de Maria: perturba--se diante dos elogios do Anjo, e, obedecendo à vontade do Céu, diz: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra".
Também humildade do Arcanjo S Gabriel: longe de invejar a glória de Maria e a felicidade da humanidade, alegra-se de ambas.
Ó Maria, ensinai-me a imitar o vosso Filho que disse: "Aprendei de mim q sou manso e humilde de coração!" Amém!
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Fátima Conceição, Marta Cristina e outras 112 pessoas
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sábado, 16 de abril de 2022

SEPULCRO DE jESUS

 Para um Deus, o sepulcro é o último grau de humilhação!

   "Aniquilou-Se a si mesmo". Só achamos uma imagem desta humilhação na comunhão. Ali também não é só Deus que desaparece, é o próprio homem, e ainda mais que na sepultura, onde ao menos conservava a forma exterior de um corpo humano. Não se abaixou tanto na Eucaristia, senão para nos inspirar a confiança de que precisávamos, para comer a sua carne e beber o seu sangue. Preparemos-Lhe no nosso coração um sepulcro, em que tenha gosto de estar. José e Nicodemos receberam o divino corpo privado de vida: nós recebemo-Lo vivo e dando a imortalidade!

 Depois da morte,o Corpo de Jesus é descido da Cruz, depositado por alguns instantes nos braços de sua inconsolável Mãe que O cobre de lágrimas, e em seguida prestam-Lhe, como aos outros homens, as honras da sepultura. É hoje que se verifica plenamente a palavra de São Paulo: "Aniquilou-se a si mesmo".


 "Seu sepulcro será glorioso". A terra e os Céus vão regozijar-se deste triunfo; felizes os vossos verdadeiros servos fiéis, porque participarão dele um dia.  É impossível deixar de ver os desígnios da Providência divina, ao permitir que se fechasse a entrada do sepulcro com uma grande pedra, e que fosse mandado selar e guardar. Com efeito, Deus queria que todas estas precauções servissem para comprovar a morte e sepultura do seu Filho; queria com isto refutar de antemão a fábula ridícula do roubo do corpo, e dar à ressurreição uma certeza que vencesse a mais obstinada incredulidade. Só Vós, ó meu Salvador, achais na vossa sepultura o princípio do triunfo que vosso Pai vos confere. Profundamente humilhado no sepulcro, sois glorificado pelo mesmo sepulcro.




Igreja do Santo Sepulcro
Caríssimos, na verdade, o sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma escola de perfeição. Naquelas trevas em que se envolve, também nos diz que amemos a vida solitária, porque é muito favorável à inocência e ao progresso da virtude. É também um belo modelo de obediência: é um corpo morto. Mas admiro ainda mais a obediência que presta a seus ministros sagrados, que dispõem dele como querem, É inacessível a toda a corrupção por causa da divindade a que está unido. Também nós, se permanecermos unidos a Jesus pelo amor, conservar-nos-e-mos incorrutos embora  vivendo no mundo que é um sepulcro de corrupção. No sepulcro Jesus conserva toda a força para sair dele; também nós receberemos da nossa união com Jesus, o poder de vencer as paixões e o inferno, e como o Divino Salvador, alcançaremos também a glória da ressurreição. Amém!

sexta-feira, 15 de abril de 2022

A CAMINHO DO CLAVÁRIO E A CRUCIFIXÃO

 

A CAMINHO DO CALVÁRIO, CRUCIFIXÃO

  Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Acompanhemos o Divino Salvador até ao Calvário!
   
  A multidão sanguinária, continua em furor, gritando: retirai esse homem de nossas vistas e mandai que ele seja crucificado!
   
   Pilatos ainda faz alguma resistência, mas já se mostra vacilante. 

   "Se dás liberdade a esse homem", gritam todos os sinedritas, "não és amigo de César; porque todo aquele que se faz rei é um revoltado contra César".

   Era o golpe derradeiro!!!

   À evocação do nome de César, vacila o Governador romano, como fulminado por um raio. Os doces pedidos da graça foram abafados pelas ambições humanas! Pilatos tem medo. Lava as mãos do Sangue inocente e pronuncia a sentença de morte. 

   - Serás crucificado! 


 Triunfam enfim os inimigos de Jesus. Pronunciada a sentença ardentemente desejada, organiza-se a via sacra para o Calvário:
    Como outrora Isaac levando sobre os ombros o lenho do holocausto, Jesus sobe a ríspida ladeira que dá para o Calvário a essa hora abafadiça e irrespirável. 
  
   Eis o alto do Calvário!

  Omitimos aqui, o encontro de Jesus com Sua Santíssima Mãe. Na Quarta-feira Santa já publicamos o Sermão do Encontro. 

   Aí no Calvário, permaneçamos até o fim. Agora, em companhia de Jesus e também de Sua Mãe Santíssima, deixemos que a dor invada nossos corações, contemplando essas duas vítimas inocentes unidas num mesmo sacrifício. O que se passou no alto do Calvário deve ficar gravado em nossos corações! 

   "Posta a cruz, diz Padre Vieira, naquele lugar do monte onde havia de ser levantada, enquanto uns abriam o cova, e outros preveniam os instrumentos, mandaram ao Senhor que se despisse; (...) Despido, com os olhos no chão, mandam-lhe que se deite na cruz. Levantou o Senhor os olhos ao Céu, pôs os joelhos em terra, cruzou as mãos sobre o peito, oferecendo-se ao sacrifício; e fazendo logo com grande sujeição e humildade o que lhe mandavam, deitou-se sobre a cruz, estendeu os braços sobre os braços da cruz, e os pés para a parte dos pés, e a cabeça sobre os espinhos". 
   Eterno Pai, se não há piedade na terra, esperamo-la do céu!!!
  Já Isaac está deitado sobre a lenha! Já está conhecida a obediência de Vosso Filho. Já mostrou que estima mais a Vossa Vontade que a Sua vida. Se é necessário sangue para a Redenção, já está derramado muito mais que o bastante.
   Senhor, suspende o golpe! 
   Pecadores, avaliai agora o pecado pela resposta que é dada a esta súplica; mas ai, que já os algozes têm nas mãos os cravos. Já vejo levantar o martelo. - Eterno Pai, não poupareis o Vosso Filho? - Não! Vejo n'Ele os pecados dos homens. Execute-se o golpe, diz a Divina Justiça, preguem-se os pés, preguem-se as mãos, consume-se o sacrifício...
   E assim se fez...
   Começam a pregar primeiro a mão esquerda, depois a direita, ultimamente os pés. As cruéis marteladas fazem ecos pelos vales daqueles montes; mas muito maior eco faziam no coração da lastimosa Mãe. No corpo do Filho, diz Vieira, davam-se as marteladas divididas, porque umas feriam os pés; outras a mão direita; outras a  esquerda; porém na Senhora todas batiam e descarregavam juntas no mesmo lugar, porque todas feriam o coração. 

   Pregado, enfim, na cruz, o nosso amoroso e pacientíssimo Jesus, tomaram os algozes a cruz em peso e ficou arvorado no monte Calvário o estandarte de nossa Redenção. 

   Oh! que dor! Oh! que tormento! Oh! que ânsia daquela humanidade sagrada, neste rigorosíssimo ato!. Caiu a cruz de golpe na cova, que era funda; estremeceu e ficou suspenso com todo o peso; e com este abalo de todos os membros e de todas as veias, as quatro fontes de sangue que estavam abertas, começaram a correr com maior ímpeto, e a regar a terra. ...


 Oh! que afligido, que angustiado vos vejo, meu Jesus!
   Se o Senhor se queria firmar sobre os cravos dos pés, mais feriam-se os pés; se se queria suspender sobre os cravos das mãos, rasgavam-se mais as mãos; se se queria arrimar à cruz, cravavam-se mais os espinhos. 
   Faltava-Lhe o sangue para o alento, faltava-Lhe o ar para a respiração, e até  a terra, que não falta aos bichinhos dela, faltava ao Criador do céu e da terra! Pode-se, continua o Padre Vieira, considerar mais extrema miséria e desamparo? Que morra o Filho de Deus, e que o matem os homens; e que nem sete pés de terra sobre que morrer, lhe concedam! Oh extremo de ingratidão, só igual ao extremo de tal amor!

   Prometido o Paraíso ao ladrão que se arrependeu, tratou o Senhor de se despedir e de fazer o Seu testamento. Bens deste mundo, de que testar, não os tinha, porque nunca os tivera; e os pobres vestidos com que se cobria, que é só o que possuía, não os deixou, nem os pôde deixar; porque pertenciam aos algozes que já os tinham repartido entre eles. O que tinha e Lhe restava nesta vida e desta vida era uma Mãe e um amigo que, de todos, foi o único Lhe fora fiel. Olhou, pois para a Mãe e para o discípulo amado e disse à Mãe:  "Mulher, eis aí o teu filho";  e ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe".

   Que breves palavras, mas quão agudas e lastimosas! Agudas e lastimosas para o coração da Mãe, agudas e lastimosas para o coração do Filho. Considerai, almas devotas, qual seria a dor daquela tão amorosa e afligida Mãe, ouvindo estas palavras. Quanto lhe partiria o coração, ver que em lugar do Seu Jesus, lhe davam outro filho ou outros filhos!
   Maria olhou em torno de si. Ali estava João, o moço angélico e puro. Mas, estavam também: Madalena, os algozes, o mau ladrão. Pois também a estes haveria Ela de os acolher como filhos. João, Madalena e o mau ladrão representavam no alto do Calvário as três classes de almas de que se compõe a humanidade: almas puras e sem pecado, almas pecadoras que se arrependem e almas pecadoras não arrependidas. E Maria realmente compreendeu o alcance da profecia do Velho Simeão. Era preciso que também Ela, nesta hora de silêncio, de angústias e de trevas, oferecesse o coração à espada do profeta, para que, desta ferida aberta, nascêssemos todos nós, os filhos de sua dor. 

   Maria, sois nossa Mãe! Vós que sois a onipotência suplicante; vós que sereis sempre toda amor e bondade, porque sempre sereis Mãe, velai por nós! Amém!
   

segunda-feira, 11 de abril de 2022

FLAGELAÇÃO E COROAÇÃO DE ESPINHOS

  
   Continuemos a acompanhar o Nosso Divino Mestre em sua Paixão.

   "Attritus est propter scelera nostra". "Foi despedaçado por causa dos nossos crimes". (Isaías, 53, 5). 

   O Governador romano, surpreendido pela escolha que fizeram, condena o Salvador a uma cruel flagelação, julgando assim deixar seus inimigos satisfeitos.


Apenas foi proferida esta iníqua sentença, os algozes e os soldados se apoderam da Vítima Santa. Despem Jesus de Seus vestidos. Prendem-no à uma coluna e com toda força e brutalidade fazem voar a sua carne em pedaços e jorrar seu sangue na terra, com fortes e repetidos golpes dos açoites. 

    Ó Céus! Que confusão para o Deus que cobre a terra de nuvens, o firmamento de glória, que reveste os pássaros de sua plumagem, as flores de seu esmalte, os lírios dos campos de sua candura... ver-se exposto no estado de nudez à vistas impuras. Porém, os seus verdugos não estão ainda saciados; eles tecem uma coroa de espinhos, e com ela cingem a cabeça do Filho de Deus; estendem sobre os Seus ombros um andrajo de púrpura. Colocam em Suas mãos uma cana, para deste modo, irrisoriamente representarem a Sua Divina Realeza. Depois de O terem assim preparado, como um rei de teatro, ajoelham-se diante d'Ele por escárnio; cobrem a Sua Face de escarros. E Pilatos, vendo Jesus assim maltratado, julgou que mostrando-O ao povo excitaria compaixão. E foi assim flagelado e desfigurado que Pilatos o mostrou à multidão: "Ecce Homo!" Eis o homem!
    Eis o homem que curou os vossos doentes, ressuscitou os vossos mortos! Ainda não O maltratastes bastante?!
     Ah! estas expressões são dirigidas agora a todos os pecadores: "Ecce Homo!" Mundanos, diante de um Deus açoitado e coroado de espinhos para pagar a vossa moleza e a vossa sensualidade:  É uma ingratidão, é uma tirania, permanecerdes afogados no seio do luxo, da impureza e de tantos prazeres criminosos!...

   "Ecce Homo!" Este quadro, primeiramente é para vós cardeais, bispos, padres que renegaram e renegam a Jesus, com pecados que bradam aos céus, e, em se tratando de pedofilia, a não se converterem e passarem a fazer penitências até a morte, melhor fora que amarrassem uma pedra de moinho ao pescoço e se lançassem ao fundo do mar. 

   "Ecce Homo!" Este quadro é para vós, pais e mães de família, que tendes à vossa guarda a candura virginal das vossas filhas! Filhas abandonadas a todos os perigos da sua inexperiência e da maldade dos homens, com estas vestes imorais e indecentes com que as vestis. 

   "Ecce Homo!" Este quadro é para vós, senhoras levianas e vaidosas, que não chegais a convencer-vos de que os requintes ridículos da moda visam de perto o desprestígio da mulher cristã. 


 Minha alma, enquanto Jesus era flagelado e coroado de espinhos, ultrajado e cuspido, Ele pensava em ti e oferecia a Deus Pai seus acerbos martírios para livrar-te dos flagelos eternos do inferno. Pensava, outrossim, em sua Esposa mística, a Santa Madre Igreja cujos filhos e ministros ingratos também a açoitariam, coroariam de espinhos, cobririam sua santa face com os escarros nojentos da impureza.
 Ó Deus de amor, como pude eu viver tantos anos sem Vos amar! Ó chagas de Jesus, feri-me de amor para com Deus que tanto me amou. Ó Maria Santíssima, Mãe da graça, alcançai-me este amor! Amém!

SERMÃO DA PAIXÃO - PRISÃO E TRIBUNAIS


SERMÃO DA PAIXÃO: A prisão e os tribunais

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Tendo meditado na Oração e Agonia do Horto, continuemos a acompanhar a Jesus na Sua Paixão meditando na Sua Prisão e Julgamentos nos diversos Tribunais.

    Tendo ainda a face umedecida e os cabelos encharcados do suor de sangue, caminha Jesus para os discípulos adormecidos, desperta-os e sai ao encontro dos que O buscavam para prender.


 Momento terrível! Era chegada a hora do triunfo das trevas. Alta ia a noite! Os arbustos secos estalam ao peso dos passos de pérfidos e cautelosos soldados. Lá ao longe, se ouvem os gritos sinistros. Aparecem finas pontas de lanças. Aproximam-se os inimigos de Cristo: à frente, manso como um irmão, jovial como um amigo, mas com o demônio no coração e a hipocrisia na língua, avança o triste apóstolo pervertido pela avareza, Judas Iscariotes: "Aquele a quem eu beijar, prendei-o".
   O miserável traidor encosta seus lábios hipócritas e criminosos ao rosto sacrossanto do Filho de Deus. E depois, Jesus afastando-o de leve, como para vê-lo bem de frente, murmurou-lhe baixinho: "Pois assim com um ósculo entregas o Filho do homem? Amigo, que vieste aqui fazer?"
   E tão adormecido lhe estava o remorso na consciência que não despertava Judas a essa voz divina que o chamava para a vida e para a graça.

   Vejo assim, dois homens que se abraçam, que se abraçam e se beijam: Judas e Jesus; o lobo e o cordeiro, a bondade e a perfídia, o amor e o ódio, a santidade e o pecado. Jesus em toda Sua vida foi um mistério de mansidão e bondade que atraía a todos e a todos acolhia compassivo. Tinha gestos de misericórdia, que faziam prostrarem-se a seus pés, contritas e regeneradas as Madalenas penitentes e gratas. Tinha olhares de infinita piedade, que penetravam no íntimo das consciências, transformando-as e purificando-as e levando o bálsamo da esperança aos pobres corações desalentados. 
    Mas, aqui, abraçado a esse homem infame; estreitando contra o Seu coração essa ferida repelente e infecta; colando Seus lábios puríssimos nessa fronte marcada pela mais revoltante de todas as baixezas. Nesse inesquecível abraço, eu O vejo mais belo, mais compassivo, mais generoso do que nunca, porque O vejo infinitamente amável, infinitamente misericordioso!
    Judas e Jesus, estreitamente unidos em doloroso abraço, é a segurança do meu perdão. Tomemos nós, caríssimos, o lugar vazio no Coração de Jesus, rejeitado por Judas orgulhoso e mau; humildes e dóceis, atiremo-nos em Seus braços, com lágrimas de arrependimento e protestos de gratidão. 

   Dado o beijo traidor, logo os algozes lançam-se como feras sobre Jesus, e, algemado como um bandido, levam- No à cidade. Assim preso, manietado, posto entre os malfeitores, lá segue Jesus para o palácio dos Pontífices, onde O aguarda Anás, para um simulacro de processo. 
   E Jesus olhou em volta de si e se viu inteiramente só e abandonado de todos os discípulos. 
   Diante de Anás, esse homem odioso, saduceu infestado de astúcia e crueldade, comparece Jesus, tímida ovelha conduzida ao sacrifício. Está de pé, calmo, sereno e tranquilo, para um julgamento irregular em que é réu a própria santidade, testemunha a monstruosa ingratidão, defensor ninguém, juiz, a hipocrisia. 

   Interrogado sobre sua doutrina, responde Jesus, mansamente, com o respeito devido à autoridade do Pontífice: -"Eu ensinei publicamente no templo e nas sinagogas onde se reúnem os judeus. Por que me interrogas? Pergunta àqueles que me ouviram'. A esta humilde e inocente resposta, um criado do Sumo Sacerdote se avança, levanta sua mão sacrílega e descarrega uma pesada bofetada naquela face augusta, que arrebata os anjos. Ah! exclama Santo Efrém, a terra estremeceu, o céu se revoltou, os anjos se horrorizaram e velaram sua face, mas o Pontífice não protestou!

   Coincidência singular! No momento em que Jesus apela para o testemunho dos Seus discípulos, no pátio da guarda, Pedro acabava de O renegar blasfemando e jurando que não conhecia semelhante homem.

   Na virtude como no pecado há sempre uma gradação perfeita. Desprezar uma graça é desmerecer outra graça. Ceder agora à tentação é preparar o desastre de amanhã. Tal é o exemplo da negação de Pedro. No fundo o orgulho, que se fia em si mesmo e não procura evitar a ocasião. Primeiro, foi uma simples mentira: - "Não serás, acaso do número dos seus discípulos?" - "Não, não sou". Depois foi uma negativa formal: - "Juro-te que não conheço este homem". E finalmente protesta, blasfemando e jurando, que não conhecia semelhante homem".
   
   E ainda a blasfêmia lhe queimava os lábios, segunda vez cantou o galo e recordou-se Pedro, da profecia de Jesus. Neste ínterim, ao fundo do átrio, manietado, aos empurrões, escarnecido e vaiado aparece Jesus que, voltando-se para o discípulo, deixou-lhe cair na alma e no coração um olhar de infinita ternura e carinhosa repreensão. E Pedro, tendo saído para fora do pátio, banha as faces em lágrimas de arrependimento, lágrimas regeneradoras e salutares.

   Coluna e fundamento da Igreja, ó Pedro! Chora e confirma-te no amor de Jesus, por Quem darás a vida com a generosidade de um convertido. Sai daquele lúgubre local.  Vai, Pedro, amanhã Jesus precisará de ti para confirmar os teus discípulos. Vai, receberás as chaves da Igreja, para abrir e fechar; para ligar e desligar os pecados submetidos à tua jurisdição universal. Aprende pois, da tua própria experiência a usar de compaixão para com os pobres pecadores. Tu, barro frágil e quebradiço, saberás que todo homem é do mesmo barro quebradiço e frágil: e tu serás afetuoso, tu serás como o Divino Mestre, todo doçura e compaixão.

   Jesus, tão bom, tão meigo, tão compassivo, está diante de Caifás e do grande Sinédrio, abandonado inteiramente dos seus. Só Lhe ficaram juízes sem entranhas...
    Às calúnias das testemunhas, Jesus responde com a dignidade triunfal do silêncio. E Caifás aproxima-se de Jesus esconjurando-O em altos brados a declarar-lhe se era de fato o Cristo, o Filho de Deus vivo. E recebe de Jesus a mais solene, a mais formal e positiva afirmação da Sua Divindade: "Tu o disseste, eu o sou, e um dia vereis o Filho do Homem assentado à direita do Onipotente vindo sobre as nuvens do céu".
   Blasfemou! rugiu Caifás. "É réu de morte", responderam os pontífices. É réu de morte, exclamou a multidão.      

   Arrastado pelos Pontífices, comparece Jesus perante o tribunal de Pilatos. Pilatos e Jesus se acham em face um do outro. - "És tu, verdadeiramente, o rei dos judeus?" Com olhar profundo, sonda Jesus a alma do governador, interrogando-o: "Dizes isto de ti mesmo, ou repetes o que outros te disseram de mim? O meu reino, continuou Jesus, não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus servos teriam combatido para que eu não caísse nas mãos dos judeus". - Portanto, replica o governador, és tu verdadeiramente rei? - "Tu o disseste. Eu sou Rei. Eu vim ao mundo para dar testemunho da verdade".  - "A verdade! murmurou Pilatos, que é a Verdade?"...
   E a multidão se avolumava mais e mais, excitada pelos pontífices: "É um malfeitor!"
   - Mas não encontro neste homem, motivo algum para condenação!
   - Se não fosse um malfeitor não o teríamos trazido à tua presença.
   Em vão se esforçava Pilatos por arrancar o Salvador do ódio enfurecido da multidão. E o Governador pagão, declarando que n'Ele não encontrava o menor fundamento de acusação; envia-O para Herodes.

   Jesus guarda perante esta orgulhosa corte o mais profundo silêncio; pelo que o rei, considerando-O como louco, O reenvia a Pilatos depois de O ter mandado vestir de branco, como uma representação de demência. 
   Sim, Herodes, Jesus é verdadeiramente um louco, mas é um louco de amor, porque deseja morrer até por aqueles que tão desumanamente O perseguem. 
  
   Jesus novamente diante do Governador. 
  Os judeus continuaram a pedir, em gritos, a morte de Jesus. Pilatos, reconhecendo a Sua inocência, procura livrá-Lo, embora seja necessário para isto, recorrer a um meio infamante.
   Havia um privilégio do povo, para perdoar a um criminoso na Festa da Páscoa. - "Escolhei, disse-lhes Pilatos, escolhei entre Jesus e Barrabás: quem deve ser posto em liberdade".
   Que horrível paralelo! Jesus, o Santo dos Santos! Barrabás, um monstro coberto de crimes! E ambos são pesados na mesma balança!!! - A qual dos dois quereis que vos solte, a Jesus ou a Barrabás? A Jesus que deu a vida aos mortos ou a Barrabás que deu a morte aos vivos?
   - Livrai a Barrabás, a Jesus, condenai-O à morte, gritaram todos a uma só voz. Ó cúmulo de abominação!!!
   E, contudo, é esta a injúria que Jesus recebe constantemente de muitos cristãos. Não é um ladrão, nem um assassino que nós preferimos a Jesus; é um metal, uma vil criatura, uma satisfação criminosa, um degradante prazer de um momento... E quem sabe, se agora eu dissesse a alguns de vós que me ouvis: a quem quereis crucificar em vossa alma: Jesus ou o torpe objeto de vossos criminosos desejos? Alguém me responderia: que morra Jesus, contanto que minhas paixões sejam satisfeitas!

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo, compadecei-vos da dor de Jesus, mostrai-Lhe o vosso reconhecimento. Pedi que o seu sangue caia em abundantes bênçãos sobre vós e sobre todas as almas; que ele caia sobre os corações mais duros, para os enternecer, sobre os mais manchados, para os purificar, sobre todos, para os salvar. Amém!
    

A PAIXÃO DE JESUS - A AGONIA NO HORTO DAS OLIVEIRAS

 

ATTRITUS EST PROPTER SCELERA NOSTRA
(Isaías 53,5)
"Foi despedaçado por causa de nossos crimes".

  Pelo Sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

 -  Quem não souber o que é o pecado, quem não lhe conhecer a enormidade, venha ver a satisfação que dele toma o Pai Eterno em seu Unigênito e diletíssimo Filho; "Pelos pecados do meu povo eu o cobri de chagas".

  -  Quem não sabe o estado lastimoso em que o pecado põe a alma de quem o comete, venha ver em que estado a satisfação de nossas culpas pôs a Nosso Senhor Jesus Cristo. Exclama o Profeta Isaías: "não tem nem formosura nem aparência humana".

  -  Se não receais, pecadores, da justíssima indignação de Deus contra vossas culpas, vinde ver a manifestação que delas faz a Justiça Divina em seu amantíssimo Filho. Diz São Paulo: "Deus o propôs para demonstração de sua justiça". Vereis como o fogo da ira de Deus se ateia no ramo florido da inocência de Jesus e daí podereis julgar o que fará no lenho do vosso coração seco e estéril pelo pecado.

   -  E vós, cegos e iludidos, que derramais nas criaturas o amor de um coração que é só de Deus, vinde ver o extremo de amor com Cristo vos ama e deixai-vos por obrigados e vencidos de tão excessiva caridade.

   -  Vinde todos ouvir a lastimosa narração da Paixão e Morte de Cristo. E queira Deus que, esta tristíssima consideração produza nas almas os efeitos devidos. Queria Deus que, aos cristãos que me ouvem, lhes entre no coração a perfeita contrição de seus erros e de suas culpas!

   Mas, que tristíssimo assunto se oferece às nossas piedosas meditações: Um Deus morto, como se fora o mais torpe dos criminosos! Morto numa cruz!!!

   Diante de um Deus crucificado, o vasto universo deve precipitar-se na aflição para chorar a perda de seu divino Autor.
  Diante de um Deus crucificado, a orgulhosa razão adore reverente o mais terno e santo de todos os mistérios!
    Diante de um Deus crucificado, cristãos, meditai, cheios de piedade e de verdadeira compunção sobre o mais trágico acontecimento que se tem dado sobre a terra.

ORAÇÃO E AGONIA NO GETSÊMANI

   Aproximava-se a hora fatal em que as profecias asseguravam ter soado para o Divino Mestre o momento de seus tremendos combates...

  "A minha alma está triste até a morte". Era a agonia que começava!
Terminada a última Ceia, instituído o Sacramento da Eucaristia, reuniu Jesus os discípulos fiéis, encaminhando-se, com passo firme e resoluto para o Jardim das Oliveiras. Entrando no Getsêmani, afastou-se para uma espécie de gruta, recomendando aos discípulos que velassem um instante enquanto Ele ia orar ao seu Eterno Pai. E Jesus começou a sentir tristeza mortal: "
  Uma chuva de iniquidades cai sobre o seu coração! Pálido, abatido, lamenta-se. Foi buscar algum alívio no coração dos seus discípulos. "Eu sinto morrer de tristeza. Se pois, me tendes algum amor, permanecei aqui e velai comigo por uns poucos momentos". Era o tédio, o pavor que abalam o coração até aos fundamentos. Era a tristeza que tudo reveste de sombras funerárias. Era o abatimento que são os preâmbulos da morte que se avizinha. Tal era o estado de Jesus no Jardim das Oliveiras; e no entretanto, os discípulos dormiam. "Assim não pudestes velar comigo alguns instantes?

   Ó vós que estais resolvidos a não mais pecar! Considerai! A maior miséria do homem não é, certamente o ser fraco, senão o reputar-se forte. É o orgulho, a presunção com se fia de si mesmo. Vede os discípulos e aprendei! Fortes, cheios de presunção, julgavam tocar a cabeça nas nuvens e ei-los de repente precipitados até às portas do abismo! Agora dormem; daqui a pouco, fugirão. 
   Desconfiai de vós mesmos - recorrei às luzes da oração, - valei-vos da força dos Sacramentos - vigiai e orai porque a carne é sempre fraca, embora o espírito esteja pronto.

   Outra vez, afastando-se dos discípulos, prostra-se Jesus com a face por terra exclamando em altas vozes: "Meu Pai, meu Pai, tudo é possível à vossa vontade onipotente. Se é pois da vossa vontade, se é possível poupar-me este martírio, passe para longe de mim este cálice de angústias!".
      Não. Não é possível, diz o Eterno Pai, porque este meu filho que é a santidade e inocência infinitas está revestido dos despojos do pecado e é o bastante para torná-Lo odioso aos meus olhos.

   Eis o que é o pecado! No entanto, quantas desculpas e quantas indulgências para o pecado cometido! Ó pecador insensato! Julgas, talvez, que a Justiça Divina aprecia o pecado com a indiferença do homem que o comete?! Não. Por um só pensamento mau que acolheste em teu coração, foi Cristo abandonado a todos os tormentos de sua Paixão. 

   E os pecados dos homens como um cortejo fúnebre, vão passando, um a um, perfeitamente distintos, diante dos olhos apavorados do Salvador. São os pecados dos reis e os pecados dos povos. São os pecados dos ricos e os pecados dos pobres. São os pecados dos velhos e os pecados dos moços. São os pecados dos pais e os pecados dos filhos. São os pecados dos bispos e dos padres e os pecados dos leigos. São os meus pecados e são os vossos pecados. São os pecados de todos nós, em tal dia, em tal hora, em tal lugar, em tal circunstância!

   Vê Jesus os crimes de todos os lugares e tempos, os pecados que desolaram e desolarão as cinco partes do mundo: desde o pecado de Adão e Eva, desde o homicídio de Caim até a última blasfêmia do Anti-Cristo. Ele vê, naquela noite, todas as noites tenebrosas de orgias, de carnaval, todos os crimes mais secretos e vergonhosos. 
   Nessa torrente de iniquidades, Jesus distingue as maledicências e as calúnias, as impurezas e os adultérios, as infidelidades conjugais e os atentados contra a natureza, estes pecados monstruosos desta sociedade moderna tão paganizada e ateia: o divórcio, a limitação criminosa da natalidade, o aborto, a dissolução da família pela legalização de pessoas do mesmo sexo. Jesus distingue as traições e as vinganças; os pensamentos de ódio e os pensamentos de ambição; as dissoluções dos sensuais  e a impiedade dos libertinos; a malignidade dos ateus e as imposturas dos hipócritas. 
   Distingue Jesus a monstruosa ingratidão dos seus escolhidos, os padres e os bispos: uns dormem o sono da inércia, outros estão acordados, mas não para O defender, e sim para aplicar na Sua Face adorável o beijo traidor de Judas. Jesus via o nosso tempo, tempo de modernismo, de deturpação do genuíno espírito do Evangelho.

   Não é para menos!

   Banha-Lhe o corpo, copioso suor de sangue que enche seus cabelos e cai gota a gota por sobre a terra. 

   Ó pecador! Contempla este Sangue Divino, que vês cair gota a gota!... Que lucro tiraste deste Sangue? Tu permaneces insensível na trilha do pecado! Ó tu, católico tíbio, por que vives no comodismo? Que lucro tiraste deste Sangue que vês cair e escorrer por terra? 
 Ó Sangue de Jesus, inebriai-me do santo amor. Ó agonia mortal de Jesus, fazei-me morrer a toda afeto terreno. Meu amado Salvador, salvai-me, estreitai-me convosco, e não permitais que eu venha me condenar.
    Ó refúgio dos pecadores, Maria Santíssima, Mãe do meu Salvador, ajudai um pecador que quer amar a Deus e se recomenda a vós. Socorrei-me pelo amor que tivestes a Jesus Cristo. Amém!

sábado, 19 de março de 2022

ORAÇÃO A S. JOSÉ PELA CONVERSÃO DE UM PECADOR

 Oração a S José p obter a conversão de um pecador.

Justo José, eu vos recomendo incessantemente a salvação da alma de ... (fala o nome) q Jesus resgatou à custa do seu sangue. Vós sabeis, grande santo, quanto são infelizes aqueles q, tendo expulsado do seu coração o Divino Salvador, ficam expostos a perdê-Lo por toda a eternidade; não permitais pois q esta alma, q me é tão querida, fique por mt tempo separada d'Ele; fazei-lhe conhecer os perigos q a ameaçam; falai fortemente ao seu coração, reconduzi este filho pródigo ao melhor dos pais, e não o deixeis sem lhe terdes aberto às portas do céu, onde vos bendirá eternamente pela felicidade q lhe tiverdes procurado. Amém!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A JUSTIÇA E A MISERICÓRDIA DE DEUS

 Ao meditar o Salmo 72, falamos sobre a Justiça de Deus; e na meditação do Salmo 102, consideramos a Sua Misericórdia. Vamos, com a graça de Deus, considerar agora a Justiça e a Misericórdia em Deus, seguindo S. Tomás de Aquino, Suma Teológica, 1ª Parte, questão 21. Resumirei os 4 artigos. 

No Artigo 1º S. Tomás prova que em Deus há Justiça: "O Senhor é justo e Ele amou a justiça" (Salmo X, 8). Há duas espécies de justiça: 1- a comutativa, isto é, reguladora das trocas e tratos. Essa não convém a Deus, segundo diz S. Paulo: "Quem Lhe deu alguma coisa primeiro para que tenha de receber em troca?" (Rom XI, 35); 2- a distributiva: pela qual um governador ou administrador dá segundo a dignidade de cada um. Esta convém a Deus. A Justiça em Deus, umas vezes, é conveniência com a sua bondade, e, outras, é retribuição dos méritos. E cita S. Anselmo: "Senhor, sois justo punindo os maus, porque é isso exatamente o que mereceram; mas sois justo também quando os perdoais, porque isso está de acordo com a Vossa bondade". 

No Artigo 2º S. Tomás prova que a Justiça de Deus é verdade. Cita o Salmo 84, 11: "A  misericórdia e a verdade se encontraram". E o doutor angélico demonstra que aí a palavra VERDADE  significa JUSTIÇA. 

No Artigo 3º S. Tomás prova que a MISERICÓRDIA convém a Deus, isto é, que Deus é misericórdia. E cita o Salmo 110, 4: "O Senhor é misericordioso e compassivo". Deus age misericordiosamente quando faz alguma coisa além da sua justiça, não contra ela. Por ex.: quem desse 200 reais ao credor, ao qual só deve 100 reais, não pecaria contra a justiça, mas agiria liberal e misericordiosamente. O mesmo se daria com quem perdoasse a injúria que lhe foi feita. Donde se conclui que, a misericórdia não suprime a justiça, mas é uma certa plenitude dela. Por isso é que a Sagrada Escritura diz: "A misericórdia triunfa do juízo" (Tiago II, 13). 

No Artigo 4º S. Tomás mostra que em todas as obras de Deus, há misericórdia. Cita o Salmo 24, 10: "Todos os caminhos do Senhor são misericórdia e verdade". Deus nada pode fazer que não convenha à Sua Sabedoria e à Sua Bondade. Deus, pela abundância da sua Bondade, concede o devido a uma criatura mais largamente do que o exigiriam as proporções dela. Porque, para conservar a ordem da justiça, bastaria menos do que o conferido pela divina Bondade, que, na verdade excede toda a proporção da criatura. Quanto aos que se condenam, Deus manifesta a sua misericórdia, não porque perdoa totalmente (porque a justiça exige o inferno) mas, de algum modo aliviando no sentido de que Deus pune, aquém do merecido. Por outro lado, na justificação do pecador manifesta-se a justiça, perdoando as culpas por causa do amor, que entretanto Deus infunde misericordiosamente, como Jesus disse de Madalena: "Muitos pecados lhe foram perdoados porque muito amou" (Lc VII, 47). Também nas provações que Deus manda aos justos, entram a justiça e a misericórdia, porque essas aflições fazem os justos expiar alguns pecados leves e os separam dos afetos terrenos, elevando-os para Deus. Amém!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

MEDITAÇÃO SOBRE O SALMO 102 (103)

Caríssimos e amados irmãos (ãs) em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Vamos, com a graça de Deus, meditar um pouco sobre o Salmo 102, que é um cântico das misericórdias de Deus. A alma bendiz o Senhor por todas as provas de bondade que tem recebido d'Ele. O Salmista convida sua alma com todas as suas potências, a bendizer a Deus: primeiramente, dá ações de graças pelo perdão de todas as suas maldades e a cura de todas as suas enfermidades, sobretudo as da alma. Deus, na verdade, nos livra da morte e nos abençoa com sua misericórdia e com suas graças. Porque Ele é compassivo, misericordioso e paciente. Não ficará irado para sempre, nem nos tratou com o rigor que nossos pecados mereciam. Pois, como o Céu está muito acima da Terra, e o Oriente está distante do Ocidente, assim Ele afasta de nós os nossos pecados. Como um pai trata os seus filhos com bondade, assim Nosso Senhor se compadece daqueles que o temem. E é bom lembrar que não se trata de um temor de escravo o que Deus quer, mas um temor de filho, que, reconhecendo, de um lado, a bondade do Pai do Céu, e, de outro, a sua fraqueza, teme vir a ofender a Ele. 

Na verdade, a misericórdia e a justiça em Deus andam juntas e até se abraçam e se beijam. É o que diz o Espírito Santo no Salmo 84, 11: " A misericórdia e a verdade (i é, a justiça se encontraram e abraçaram; e a justiça e a paz (i é, a misericórdia) se beijaram". Justamente por ser a própria justiça, Deus leva em conta a nossa fraqueza e a nossa miséria. Vê a nossa boa vontade e assim, sabe que, quando caímos, é mais por fraqueza que por malícia. É o que o Salmo 102 nos versículos 14-16 expressa; Deus sabe de que barro fomos formados, sabe que somos fracos como a erva e a flor do campo, que logo murcham, caem e são levados pelo vento.  Então assim, Deus espera o pecador com toda paciência; vai a sua procura com toda solicitude; e, quando o pecador se arrepende, se humilha, e, como o filho pródigo, novamente se volta para o seu Pai do Céu, este o recebe com alegria, abraça-o e beija-o. E Jesus convoca todos os anjos e santos do Céu a se alegrarem. No término da parábola da ovelha perdida, Jesus diz: "Há mais alegria no Céu por um pecador que faz penitência, do que por 99 justos que não precisam fazer penitência". É óbvio que não se trata de abraçar o pecador com pecado e tudo, mas o pecador que se converte. 

E caríssimos, a misericórdia de Deus é eterna e para todos aqueles que O amam e por isso temem ofendê-Lo. Quando caem, tanto a justiça como a misericórdia divinas espalham-se sobre eles para os perdoar. E Deus perdoa de tal modo que Ele esquece tudo. É como se a pessoa nunca tivesse caído em pecado. É o que Deus diz em Isaías 43, 25: "Se o pecador se arrepender e fizer penitência, não me lembrarei mais dos seus pecados". 

No fim do Salmo, o Salmista convida os Anjos e todas as demais criaturas a bendizerem a Deus, tão bom e tão misericordioso. E termina com as mesmas palavras com que se inicia: "Bendize, ó minha alma, o Senhor!" Amém!

sábado, 12 de fevereiro de 2022

MEDITAÇÃO

 Antes da meditação podemos fazer esta oração: Meu Pai do Céu, q com a vossa imensidade encheis o Céu e a Terra, eu me humilho diante de Vós e Vos adoro aqui presente. Peço- Vos humildemente perdão de tantos pecados q me tornam indigna(o) de estar na vossa presença. Peço- Vos que me ilumineis a inteligência p entender, e a vontade p abraçar as verdades q vou meditar, a fim de Vos dar honra e glória e trazer à minha alma proveito espiritual. Maria SS amparai-me! Meu Anjo da Guarda, sugeri-me as reflexões mais oportunas e os afetos e resoluções mais úteis à salvação da minha alma! Amém!

Maria Madalena escolheu a melhor parte. Direção Espiritual sobre a MEDITAÇÃO. Havia prometido q, se for da vontade de Deus, faria pequenas meditações sobre os mistérios do santo Rosário. Como hoje em dia, pouquíssimas pessoas sabem como fazer meditação, apresentarei, antes, um breve método segundo S Francisco de Sales.
Primeiramente, deve haver uma PREPARAÇÃO. Consiste ela em 3 pontos: 1- colocar-me na presença de Deus; 2- pedir-Lhe luzes e inspirações; 3- propor-se o mistério q se quer meditar.
Falaremos sobre estes 3 pontos.
Senhor, ensinai-me a meditar! Amém!


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

domingo, 6 de fevereiro de 2022

H0MILIA DO 5º DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA

Homilia do 5° domingo depois da Epifania: Mt XIII, 24-30. Parábola do joio. Um homem (Jesus=o Filho do Homem) semeou o trigo (os filhos do reino=os bons) no seu campo (o mundo=a Igreja e a Sociedade). À noite, veio o homem inimigo (demônio) e semeou o joio (os filhos do maligno=os maus). Os empregados propuseram ao dono, eles irem arrancar o joio q havia crescido no meio do trigo. O patrão, porém, achou melhor deixar crescer assim juntos o trigo e o joio, e qd chegasse o tempo da colheita (o fim do mundo), então os segadores (anjos) deveriam cortar o joio e jogar no fogo ( inferno). E o trigo, recolher no celeiro (o Céu).
Então, é certo que sempre haverá esta mistura de bons e maus. Por misericórdia p com os maus: tempo p a conversão, os bons exemplos e conselhos dos bons. Para os bons: ocasião p praticar a caridade e a paciência. Amém!
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Lilian Vasconcelos, Fatima Tinha e outras 29 pessoas
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