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domingo, 6 de novembro de 2016

LUTERO E JUSTIFICAÇÃO

   NOVIDADE DE DOUTRINA.


  O pastor protestante se gloriava de que o Protestantismo é a única religião do mundo a admitir a salvação só pela fé. É o que diz também Lutero: afirma que a sua teoria da justificação pela fé é o ponto "único pelo qual nós nos distinguimos, pelo qual nossa religião se distingue de qualquer outra religião" (Exegetica Opera XXXIII, p. 140).

Condenado pelo Papa Leão X pelos constantes ataques
contra a Igreja, Lutero demonstra de público sua
desobediência, queimando perante a
multidão, em Wittenberg  (10-XII-1520),
a bula papal "Exsurge Domine" e alguns livros de Direito
Canônico. Por estes atos, em janeiro de 1521 Lutero foi
excomungado e, logo depois, condenado por heresia
pela Dieta de Worms. 
   Realmente, o Protestantismo só apareceu no século XVI. E até aquele século, ninguém se tinha lembrado ainda de interpretar a Escritura de semelhante modo. Porque é tão clara na Bíblia a existência da lei de Cristo, na qual se inclui a obrigatoriedade dos mandamentos, a Bíblia fala tantas vezes na necessidade do amor de Deus e da caridade para com o próximo para conquistar o Céu, a Bíblia insiste tanto em que Deus há de retribuir a cada um SEGUNDO AS SUAS OBRAS, que, até então, em toda a história do Cristianismo, não se tinha podido conceber semelhante absurdo de que o homem se salva só pela fé. Absurdo, sim, porque é tão lógico e tão razoável que o homem, sendo livre nas suas ações, venha a conquistar o prêmio do Céu, entre outras coisas, pela sua reta maneira de proceder, que era preciso que aparecesse um homem que, embora dizendo-se seguidor de Cristo, negasse o livre arbítrio, a liberdade humana, para que se pudesse pregar semelhante doutrina. Este homem apareceu e se chamou Martinho Lutero.

   Deixando de lado certos aspectos nada edificantes da vida deste célebre heresiarca, achamos utilíssimo, para fazermos uma ideia do que vale realmente a teoria da salvação só pela fé, estudar o modo como Lutero chegou a fazer esta "grande descoberta". Mas esta novidade de doutrina já nos deixa com uma pulga na orelha. Não parece estranho que Jesus Cristo tivesse fundado uma Igreja, feito propagar o seu Evangelho para ensinar aos homens o caminho do Céu, e por 15 séculos tivesse deixado a Humanidade às tontas, Ele que vela sobre os homens e principalmente sobre a Igreja pela sua Divina Providência e só no século XVI fizesse aparecer esse Martinho Lutero para ensinar "a verdadeira doutrina da salvação"?

quinta-feira, 30 de junho de 2016

SALVAÇÃO: Impossível concordar com Lutero


O QUE É CRER

    A CONCEPÇÃO DE LUTERO. 

   Quem não sabe o que é CRER? Quem não entende o que quer dizer crer em Cristo? É aceitar como verdadeiro, abraçar e professar tudo o que Cristo ensinou; qualquer criança sabe disto. Que necessidade há de fazermos uma longa dissertação sobre este assunto?

   Sim; não haveria necessidade, se Lutero e os protestantes não houvessem confusamente adulterado esta noção. Lutero, como sabemos, quis ir buscar nas Escrituras a certeza absoluta de que estava salvo folgadamente, sem ter que continuar naquela luta tremenda contra as tentações. Gostou muito daqueles textos em que se diz que quem crê em Cristo se salva. Mas, se fosse tomar a palavra CRER no sentido de convencer-se de todas as palavras de Jesus, isto iria dar novamente num ponto que ele não queria, porque Cristo se mostrou não só um Salvador, mas também um Legislador. Daí a alteração que faz no sentido da palavra CRER: crer em Cristo é crer que eu estou salvo, certamente salvo, e salvo por Cristo; é, portanto, confiar em Cristo, como em meu Salvador. 

   Todo o mundo percebe logo a adulteração que se está fazendo aí da noção de fé. 

   Que Cristo é meu Salvador é de fé, está na Bíblia. Mas a mesma Bíblia nos mostra que uns se salvam, outros se condenam, o que não impede que Cristo seja o Salvador de TODOS, é sinal apenas de que muitos não se sabem aproveitar da salvação que a todos é oferecida por Cristo. E irão estes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna (Mateus XXV-46). Que uns se salvam, outros se condenam é de fé; que eu, Martinho Lutero; que eu Lúcio Navarro; que eu, Fulano de tal, me salvo com toda certeza, isto não é objeto de FÉ, porque não foi revelado. Não é o fato de sugestionar-me a mim mesmo de que estou salvo que me dá a salvação, pois o que a Bíblia nos diz é que Cristo é o autor da salvação eterna para TODOS OS QUE LHE OBEDECEM (Hebreus V-9). Posso ter esperança firme de salvar-me. Mas aí já se trata de outra virtude diferente: a virtude da esperança. E é a própria Bíblia quem no-las apresenta como virtudes diversas: Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, a caridade, estas TRÊS,  virtudes; porém a maior delas é a caridade (1ª Coríntios XIII-13). Sejamos sóbrios, estando vestidos da couraça da FÉ e da CARIDADE  e tendo por elmo  A ESPERANÇA DA SALVAÇÃO (1ª Tessalonicenses V-8). Sois fiéis em Deus, o qual O ressuscitou dos mortos e Lhe deu glória, para que a vossa FÉ e a vossa ESPERANÇA fosse em Deus, fazendo puras as vossas almas na obediência da CARIDADE (1ª Pedro I-21 e 22).