sábado, 10 de dezembro de 2016

A RETA RAZÃO HUMANA PROVA A ORIGEM DIVINA DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
Em Teologia usam-se os argumentos tirados das Sagradas Escrituras e depois os argumentos da Tradição. Frequentemente, usam-se também os argumentos da reta razão humana. Esta mostra a conveniência de uma determinada tese. Assim, em se tratando da origem divina do Sacramento da Penitência, vamos, com a graça de Deus, apresentar também os argumentos da reta razão, ou também chamados argumentos do bom senso.

Pois bem! O mais simples bom senso nos mostra que a confissão não pode ter senão uma origem divina. Suponhamos que seja uma invenção humana; certamente, uma tal invenção é bastante notável para que se conhecesse o seu autor. Sabe-se o primeiro cultor da ciência: foi Thales. Arquimedes inventou as espelhos-ustórios; Nilton descobriu a lei da gravidade; Gutemberg descobriu a arte de imprimir. Pedro Álvares Cabral descobriu o nosso querido Brasil; Colombo descobriu a América etc. etc., ... quem é, pois,o inventor da confissão? Foi, acaso, um grande santo? Mas acabamos de ver no artigo anterior que os santos Padres desde os mais próximos dos Apóstolos já supõem a confissão como um fato existente e conhecido. Logo, não foram eles que inventaram a confissão. Se os padres, os bispos e os papas fossem isentos da confissão, aquela afirmação teria alguma aparência de verdade; eles, porém, estão sujeitos a ela como os simples fiéis. Onde, pois, a razão que os induziria a impor-se uma obrigação tão humilhante? Por que força secreta teriam eles podido constranger os reis a irem ajoelhar-se ante um pobre padre para lhe fazer acusação de suas fraquezas, a submeter-se sem réplica às suas decisões, e receber dele, com respeito, uma penitência proporcionada às suas faltas? Se os padres tivessem inventado a confissão, teriam sido levados por um motivo qualquer. Qual seria este motivo? O interesse? Evidentemente que não; pois o confessor não recebe remuneração alguma pela confissão. O prazer? Mas sabeis o que é ser confessor?   - Ser confessor é ser escravo de todos - depender dos outros desde a manhã até à noite  -  a qualquer hora do dia e da noite. O confessor tem que sondar as chagas mais repugnantes, sem tremer, ouvir os crimes por maiores que sejam, sem arrepiar-se.

É sobretudo à cabeceira dos doentes e moribundos que os padres devem estar presentes. O padre deve administrar os sacramentos aos pestíferos com risco de contaminar-se do mal. Sua vida é uma vida de sacrifícios, de prisão e de fadiga, sobretudo no confessionário e junto aos leitos dos doentes.
Quem teria inventado a confissão? Talvez os fiéis? Mas esta segunda suposição é tão absurda como a primeira. A confissão é um constrangimento, um ato de humildade. Ora, o homem, em lugar de submeter-se de boa vontade a uma coisa que o constrange e humilha, é ao contrário levado a repelir tudo que o contraria.


Quando alguns do Anglicanismo quiseram introduzir a confissão na Inglaterra; que resultou? As revoltas populares, os gritos sediciosos levantaram-se ao mesmo tempo em todos os pontos do país. Uma tal imposição por parte de fiéis só merece a irrisão pública. Só Deus tem autoridade para impor este ato de humilhação como condição para se receber o perdão dos pecados. Portanto, o homem não podia inventar a confissão; ela é obra de Deus. Só Ele, o soberano Mestre, a poderia impor ao homem; e o homem, qualquer que seja, rei ou súdito, rico ou pobre, é obrigado a submeter-se a essa lei divina, sob a terrível pena de condenação eterna para os que, depois do Batismo, tenham cometido pecado mortal. 

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